Promotor não reconhece autoridade do Liberty Media, a quem acusa de ter inventado o motivo de força maior

Por Américo Teixeira Junior

Tamas Rohonyi tem formado gerações de profissionais de gabarito internacional envolvidos com o GP – Foto Américo Teixeira Junior (São Paulo, SP, 10.10.2014)

O promotor do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, Tamas Rohonyi, está disposto a questionar na justiça a decisão unilateral do Liberty Media em cancelar a etapa brasileira. Em entrevista exclusiva aos jornalistas Victor Martins e Fernando Silva, do Grande Prêmio, o húngaro de nascimento disse que “não concordamos com o cancelamento e que as condições apropriadas existem na cidade de São Paulo”.

Dentre as justificativas para sua posição, destacou que, “na semana passada, já foram permitidas corridas em Interlagos, dentro de certas precauções e seguindo o protocolo da FIA, então, francamente, é inaceitável e, legalmente, nós ficamos numa posição muito difícil porque temos um contrato com a prefeitura para fazer a prova […] tem de haver uma definição clara de que de fato não vem para cá, com uma justificativa, e se esta não for aceitável, só nos resta questionar em juízo”.

Na sua avaliação, não passa de desculpa o motivo alegado. “Os contratos só têm uma única cláusula que permite o cancelamento, e isso para proteger os dois lados, que é a chamada força maior. Ou seja, é para um acontecimento que está totalmente fora de controle das partes. No caso da Fórmula 1, se um avião cai trazendo os carros ou se um autódromo é inundado, obviamente é um caso de força maior porque não há o que fazer. Fora disso, não existe nenhuma justificativa”, enfatizou o presidente da International Publicity.

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Capa/Destaque

Desfile dos pilotos minutos andar da largada do GP do Brasil de 2019 – Foto Rodrigo Berton/Grande Prêmio (São Paulo, SP, 17.11.2019)

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