Redução da equipe em razão do protocolo contribuiu para a demora

Por Américo Teixeira Junior

Equipe da CBA em Goiânia estava cerca de 35% menor do que em outras etapas da categoria – Foto Duda Bairros/Vicar (Goiânia, GO, 26.07.2020)

Quando Rubens Barrichello recebeu a bandeirada de chegada em Goiânia no último domingo, o relógio marcava 13:02. Exatas 3h08min depois, o Comissário Desportivo Chefe, Carlos Theodoro Strey, assinava a nova classificação, já inclusos os 20s ao tempo final de Ricardo Maurício por atitude antidesportiva, que caiu do 4º para o 13º lugar. Imediatamente, surgiu a indagação: Por que demorar tanto tempo para aplicar uma punição?

Consultada pelo Diário Motorsport, a CBA explicou, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que a manobra na saída dos pits foi alvo de duas análises por seus comissários desportivos Flávio Henrique Prudêncio Leite e Johnathan Calil Zamora, além do próprio Strey e de Ernesto Abreu Filho, diretor de provas da HB20 que acumulou funções na etapa. A primeira foi por iniciativa própria, imediatamente após a ocorrência, e a decisão foi não punir. A outra, após a prova, por reclamação. Em ambas não houve unanimidade.

O problema aconteceu quando faltavam pouco mais de oito minutos para o término da prova. Ocupando boxes vizinhos e no final do pit, Ricardo Maurício parou quando o carro de Thiago Camilo já era abastecido pelos mecânicos A. Mattheis Ipiranga, sem troca de pneus. Já o piloto da RC Eurofarma trocou o traseiro esquerdo e ambos saíram praticamente ao mesmo tempo, mas de maneira ligeiramente diferentes.

Camilo cumpriu trajetória curva para contornar o carro de Maurício. Este, valendo-se da posição no último boxe, traçou uma linha praticamente diagonal e os carros emparelharam na saída. Assim seguiram por alguns metros, mas o piloto de Andreas Mattheis teve de recolher para não atingir um cone de sinalização, cabendo a dianteira para o ex-piloto da antiga Fórmula 3000 (hoje Fórmula 2).

A parte final da manobra que gerou a principal discórdia em Goiânia, poucos metros antes de Maurício e Camilo ingressarem na reta principal do Autódromo Internacional Ayrton Senna

Reprodução SporTV2

Depois da corrida, Camilo entrou com um protesto e o episódio foi novamente analisado, dessa vez com mais dados, testemunho dos pilotos envolvidos e análise de imagens não disponíveis quando da verificação inicial. Além do maior volume de material deste caso, somaram-se outros protestos originados de ocorrências diferentes para posicionamento de um grupo reduzido. Normalmente, a CBA tem cinco comissários esportivos. Esse número caiu para três. Já o grupo técnico foi de nove para cinco membros, entre titulares e auxiliares.

Com a punição, Maurício caiu de 4º para 13º e, por conseguinte, deixou de figurar como líder da pontuação. Ele aventou a possibilidade de recorrer, após análise das imagens.

Thiago Camilo se sentiu prejudicado por manobra de Ricardo Maurício e teve seu protesto acatado pela CBA – Foto Duda Bairros/Vicar (Goiânia, GO, 25.07.2020)

Capa/Destaque

Ricardo Maurício: de líder a 4º colocado na classificação em três horas – Foto Duda Bairros/Vicar (Goiânia, GO, 26.07.2020)

1 COMENTÁRIO

  1. Acrescento outro motivo, houve corrida de HB20 após. Imagino que os comissários não sejam Super-Homens. Tudo tem seu tempo necessário para análise. Parabéns CBA pela dedicação ímpar! Agradecemos à Stock-Car por ter vindo à nossa Goiânia!

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