Entidade solicitou oito etapas para o Autódromo Municipal José Carlos Pace em 2020

Por Américo Teixeira Junior

Duas das etapas do Superbike Brasil, em Interlagos, constam do calendário latino-americano – Fotos GERALDO CARVALHO/Superbike

Em resposta à consulta feita pelo Diário Motorsport, tendo em vista as críticas da Federação de Automobilismo de São Paulo (FASP) a Associação de Pilotos de Motovelocidade, promotora do Superbike Brasil, assim se posicionou, por escrito:

1 – Procede a acusação da FASP de que a criação de um campeonato sul-americano de Superbike é apenas uma manobra para conseguir datas?

O desenvolvimento do SuperBike Brasil como evento esportivo foi notório na última década. O evento é responsável por levar mais de 200 mil pessoas ao ano para os circuitos, e reúne um número expressivo de pilotos, equipes, além de relevante visibilidade através de suas transmissões ao vivo na TV em rede aberta. Isso fez com que naturalmente passássemos a contar com muitos pilotos estrangeiros, em sua grande maioria da própria América do Sul.

Observando essa movimentação, a Confederação Brasileira de Motociclismo em conjunto com a FIM Latino América, presidida pelo Senhor Pedro Venturo Jr., enxergaram a oportunidade de fomentarem um campeonato internacional na região. Sendo importante destacar que essa iniciativa já havia sido iniciada e vinha operando com sucesso dentro das etapas do MotoGP e Mundial de SuperBikes da Argentina.

Dessa forma, a inclusão do Brasil foi um passo natural para a ampliação deste torneio. Não apenas pela importância do SuperBike Brasil, mas principalmente pela relevância do país como um todo, seu robusto número de atletas, e alto nível técnico. Dessa forma, refutamos qualquer alegação de “manobra”

2 – Qual é o formato dessa competição internacional?

A competição segue exatamente o mesmo formato do Mundial de SuperBikes, porém regionalizado ao cone sul. Contando com as mesmas categorias, e o mesmo formato de treinos, e pontuação. Embora a competição seja sul-americana, pilotos de outras regiões do mundo são bem-vindos.

3 – Por que o site da FIM não menciona ainda a competição?

Antes de mais nada, é importante dizer que a FIM tem suas atividades regidas por região. Na América Latina, a FIM LA é a responsável pelo fomento do esporte. A FIM LA a qual lidera a homologação e  direção deste evento, certamente estará veiculando em seu web-site http://fim-latinamerica.com/w/ o calendário de provas completo. Entretanto vale salientar que o site apresenta a ausência de atualização de todas as modalidades, não apenas a motovelocidade.

3 – Qual é exatamente essa documentação da FIM que a FASP questiona?

É importante registrar que o Autódromo de Interlagos jamais foi vetado pela FPM – Federação Paulista de Motociclismo ou pela CBM – Confederação Brasileira de Motociclismo.

Dessa forma, quando da suspensão das atividades de motovelocidade em Interlagos, a CBM se empenhou através de sua comissão de segurança, em estabelecer uma agenda para a avaliação e melhorias. Este trabalho resultou em um profundo estudo que trouxe 18 novas práticas a serem aplicadas. Estudos esses desenvolvidos por diversos profissionais. Amparada por esses materiais, a CBM trabalhou para que o autódromo fosse reaberto, exercendo assim seu papel no fomento desta modalidade.

Depois de certos questionamentos, a fim de registrar sua total e absoluta independência em território nacional, a FIM enviou um documento no qual registra total e ampla soberania à entidade CBM em território nacional para homologar circuitos e regulamentar suas atividades.

Quanto à homologação e gestão desportiva, o evento está única e diretamente ligado através da CBM, a FIM Latino América por meio de seus dirigentes. Para tanto todos os ritos foram seguidos para a confirmação do evento, o qual demandou inúmeras etapas, todas refletidas por inúmeros documentos. Aproveitamos também para registrar que a FIM LA reconhece a homologação da CBM para o autódromo de Interlagos.

Por fim nos colocamos a disposição para irmos atualizando a imprensa dos próximos passos, já que a estruturação de um evento internacional passar por inúmeros processos. Por exemplo: Soubemos ainda nessa última semana que determinados cargos hoje ocupados por brasileiros, terão obrigatoriamente que receber certificação e treinamento da FIM LA. Para isso dois comissários internacionais irão visitar o Brasil para capacita-los.

As provas também serão acompanhadas por membros internacionais da FIM LA, pratica comum em eventos internacionais. Estamos entusiasmados para receber um grande número de pilotos estrangeiros. Agradecemos o contato, e seguimos a disposição para qualquer outro esclarecimento que se faça necessário. Não somente nos, como a própria Confederação Brasileira de Motociclismo, e a FIM Latino América.

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