Com sede em São Bernardo do Campo (SP), a liga é entidade sem fins lucrativos

Por Américo Teixeira Junior

A Superliga foi criada por pilotos descontentes com os rumos do Paulista de Automobilismo – Fotos www.superliga.esp.br

Em resposta à consulta feita pelo Diário Motorsport, tendo em vista as críticas da Federação de Automobilismo de São Paulo (FASP) à Superliga Desportiva de Velocidade (Superliga), o vice-presidente Luiz Alberto Teixeira, assim se posicionou, em conversa por telefone.

A alegação da FASP para questionar o fornecimento de datas em Interlagos para a Superliga foi o fato de considerar que a solicitação é um subterfúgio para aumentar o número de etapas da Liga Desportiva do Automobilismo (LDA), com a qual realiza eventos conjuntos. A entidade paulista também colocou em dúvida a legalidade em sua constituição e funcionamento.

Empresário do setor de cerâmica e apaixonado por corridas de carros antigos, Luiz Alberto revezava com o irmão José Pedro, falecido em 2016, a condução de uma Brasília e um Fusca. Algum tempo depois, passado o período do luto, voltou a competir, mas mantendo os dois carros, revezando-os nas corridas.

Esse envolvimento com o automobilismo e as questões relativas ao seu campeonato, levaram-no a participar da fundação da Superliga, que conta com pilotos descontentes saídos da categoria Clássicos de Competição.

Teixeira rebateu as críticas da FASP, que considerou ofensivas e passíveis de interpelação judicial. “Escutar tantas ofensas, diante de todas as dificuldades que temos para praticar o esporte, é demais”, desabafou o vice-presidente.

Considerou absurdo o questionamento da FASP sobre a legalidade, pois a entidade desportiva tem estatuto registrado, CNPJ, alvará de funcionamento, foi legalmente constituída e é amparada pela Lei Pelé. Esclarece, também, que a lei não obriga que as ligas sejam reconhecidas pela CBA.

União por necessidade

“A união não é questão de ser ‘laranja’, mas de pura necessidade. Fazemos parcerias porque não há datas disponíveis”, explicou, acrescentando que 50% das datas reservadas para os regionais ficam com a FASP, enquanto a outra metade tem de ser dividida entre as diversas ligas.

“Para você ter uma ideia, nós pedimos oito datas e só recebemos duas. Ninguém consegue fazer um campeonato com duas datas. Então, a Superliga participa de eventos de outras ligas, enquanto elas participam dos nossos eventos”, completou, não sem antes pontuar que “a FASP deveria olhar para dentro e se perguntar porque a gente saiu. Foi fruto do desprezo que a FASP tem com pilotos e preparadores”.

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