Ainda no carro, Scott Dixon recebe os entusiasmados cumprimentos dos teammates Tony Kanaan e Charlie Kimball, que foram fundamentais na conquista do tetracampeonato do neozelandês da Chip Ganassi (Foto Shawn Gritzmacher/IndyCar)
Ainda no carro, Scott Dixon recebe os entusiasmados cumprimentos dos teammates Tony Kanaan e Charlie Kimball, que foram fundamentais na conquista do tetracampeonato do neozelandês da Chip Ganassi (Foto Shawn Gritzmacher/IndyCar)

Por Américo Teixeira Junior – Existe uma máxima na Indy 500 apontando para o fato de que as voltas que realmente valem são as 50 últimas. As outras 150 são uma espécie de preparação para o sprint final. Além de não ser de todo exagerada tem, também, identificação com o todo do Verizon IndyCar Series. A Indy é moldada para ser equilibrada e poucas temporadas foram tão eficientes para a confirmação desse conceito do que a encerrada ontem em Sonoma.

Há de se perguntar em que outro certame seria possível ver, ao final de 16 etapas, nove pilotos diferentes como vencedores e representando sete equipes. Mais: é possível imaginar um empate em 556 pontos entre os dois principais postulantes ao titulo e o desempate ser a favor de Scott Dixon, com três vitórias, contra duas de Juan Pablo Montoya, o vice? Isso sem contar que seis pilotos entraram na última corrida com chances de título.

Esse cenário foi possível, também, graças ao regulamento que estipulou pontuação dupla para a corrida de encerramento do calendário. Alvo de reclamações de Montoya após a derrota até então pouco imaginada, até nisso o campeonato foi parelho. Há de se lembrar que a Indy 500, vencida pelo colombiano do Team Penske, também teve pontuação multiplicada por dois.

Scott Dixon faturou seu quarto título na categoria, todos pela Chip Ganassi Racing, porque conseguiu juntar todas as peças no tabuleiro na arrancada final. Enquanto cumpriu o seu papel de vencer – praticamente não havia outra alternativa para ser campeão -,  o neozelandês teve no brasileiro Tony Kanaan e no norte-americano Charlie Kimball seus melhores teammates. Montoya precisava tão somente de um 5º lugar, mas chegou em um insuficiente 6º posto também pelo fato de Kanaan chegar em 4º lugar e Kimball em 3º, que “roubaram” pontos fundamentais dos adversários.

Já a Penske foi a grande derrotada. Com a mão praticamente na taça, teve uma atuação completamente diferente daquela que se esperava e, portanto, tem uma equação bastante interessante sobre a mesa para ser resolvida: como um campeonato pode ter sido perdido se chegamos na última etapa liderando com certa margem e com três dos nossos quatro pilotos com chances de título?”. Daqui para a abertura do campeonato 2016, provavelmente só em março, haverá bastante tempo para pensar nisso.

1 COMENTÁRIO

  1. Em esposta à questão proposta no título, a referência mais recente que tenho foi a temporada de 2013 do Porsche GT3 Challenge Brasil. Daniel Schneider e Rodolfo Ometto terminaram o ano, depois de 16 ou 17 corridas (eu teria de averiguar isso), empatados nos 213 pontos. Schneider levou o título por ter cinco vitórias, contra uma de Ometto. Campeonatos assim reforçam o nosso gosto por esse mundo das corridas, não?

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