Castroneves e Collet: “são só dois lados da mesma viagem” na 110ª Indy 500

Quase que parafraseando Milton Nascimento, há o “encontro” do estreante com o IMS, mas ainda não é a “despedida” do tetracampeão

Por Andrea Leite, de Indianapolis, para o Diário Motorsport

No próximo domingo, 24 de maio, quando for dada a largada para a 110ª edição da Indy 500, o torcedor brasileiro terá diante de si ‘dois lados da mesma viagem‘ no Indianapolis Motor Speedway (IMS). No grid de 33 carros, capitaneado pelo espanhol Alex Palou (ou será catalão?), ao mesmo tempo em que Helio Castroneves, aos 51 anos, completará 26 participações, Caio Collet, 24, estreará oficialmente no oval de 2 milhas.

Mais do que um veterano em Indianapolis, a ponto de ser nome de rua no IMS, Castroneves há muito frequenta o “olimpo dos imortais” desta que é, sem dúvida, a principal prova do automobilismo mundial. Vencedor de quatro edições, já havia se separado dos “mortais” ao vencer em 2021 e empatar com os “deuses” A. J. Foyt, Al Unser e Rick Mears no topo dentre os maiores vencedores.

Quando Caio Collet nasceu, no dia 3 de abril de 2002, Helio Castroneves já exibia o primeiro seu primeiro anel conquistado em Indianapolis.

“Aposentado” em 2021 por parte da mídia e alguns torcedores, o paulistano criado em Ribeirão Preto construiu uma história tão absolutamente improvável naquele ano que, de lá para cá, com um jeito quase “zagalleano” de ser, continua a provocar intensas, ruidosas e até mesmo exageradas manifestações de seus fãs.

Dessa idolatria ele jamais estará livre, pois o fã da Indy e da Indy 500 – o também do “dançario” – tem a capacidade de reverenciar seus ídolos, estejam eles acelerando na pista ou não. O estreante Caio Collet já está colhendo um pouco desse entusiasmo, pois o simples fato de alinhar na Indy 500 já faz dele merecedor do carinho de uma multidão que valoriza quem decide enfrentar aquele desafio.

Ainda que esta edição de 2026 não se configure como a última a contar com Castroneves no grid, é sabido que não terá mais tantos aniversários (ele é de 10 de maio de 1975) a comemorar no IMS como piloto, embora como dono de equipe tem pela frente uma longa jornada por essas paragens. Já Caio Collet, com aquele jeitão compenetrado, já chegou deixando sua marca de qualidade, somente não ostentando o invejável posto de melhor estreante no grid em razão de uma punição à sua equipe, a A. J. Foyt Racing.

Assim, a presença brasileira na pista tem sua manutenção garantida com Collet quando Castroneves ficar em definitivo no pit da equipe da qual é sócio, a Meyer Shank Racing. Aliás, função já exercida por Tony Kanaan, no pit da McLaren.

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *