O calendário do Mundial de Fórmula 1 passou a ser uma espécie de “carta de intenções” diante da ocorrência global do coronavírus

Por Américo Teixeira Junior

A Ferrari é das mais impactadas diante das restrições à circulação de nativos e oriundos da Itália – Foto FERRARI MEDIA

A presença do coronavírus em todos os continentes relegou o calendário da Fórmula 1 para um inimaginável grau secundário. Afinal, quem pensará em esporte a motor quando já morreram, em números atualizados às 23:15 (Brasília) de hoje, 3122 pessoas? A resposta é simples: muito gente!  

Há questões esportivas, técnicas, econômicas e políticas a embalar cada evento internacional, envolvendo milhões de pessoas no mundo todo. Mas as entidades regulatórias (como a Federação Internacional de Automobilismo), sempre tão poderosas, vivem seus dias de “pintos pelados”. Tudo o que foi determinado não vale mais ou, numa hipótese menos drástica, aguardando confirmação. Em face da emergência internacional, as palavras que realmente vales são as de governos nacionais por onde a F1 pretende passar.

A rápida propagação do coronavírus em território italiano, pode ser traduzida em números. São 2036 casos e 52 mortes, em dados atualizados. Tamanha é a gravidade que países árabes e asiáticos decidiram restringir a entrada de nativos e oriundos da Itália. Apenas no âmbito da F1, o impacto é brutal sobre equipes como Ferrari, AlphaTauri e, em certa medida, em todas as demais, dada a grande presença italiana nos diversos grupos profissionais que atuam no Mundial.

E não adianta reclamar das medidas, uma vez que são política de Estado e de saúde pública em várias nações. Dessa forma, mesmo às portas da temporada 2020, é temerário afirmar peremptoriamente, hoje, que os Grandes Prêmios da Austrália, Bahrain e Vietnã serão realizados.

Destaque/Capa: O esperado embate entre pilotos da Mercedes, Ferrari e Red Bull corre o risco de não acontece, pelo menos nas datas inicialmente determinadas. Foto STEVE ETHERINGTON/AMG Mercedes

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