O Grande Prêmio do Azerbaijão teve pós-corrida na Web e a emissora já anuncia programação de uma hora antes da largada de Montmeló

Por Américo Teixeira Junior

No canal aberto e no pós-corrida via portal, a equipe da Globo no Grande Prêmio do Azerbaijão foi formada pelo narrador Luiz Roberto, comentaristas Reginaldo Leme e Luciano Burti; Mariana Becker, na pista, completou o time (Foto Reprodução TV Globo)

Detentora dos direitos da Fórmula 1 no Brasil, a Rede Globo tem um histórico de decepcionar parcela dos telespectadores do Mundial, limitando-se ao intervalo entre largada e chegada. Tal quadro, porém, começou a mudar ao inserir o portal Globo Esporte na transmissão ao vivo e usar a plataforma para mostrar um inédito pós-corrida de Baku para seu público, que terá acesso também ao pré-corrida a partir da próxima etapa, o Grande Prêmio da Espanha.

Obviamente que não foi “inventada a roda” com esse formato, pois várias emissoras – principalmente as por assinaturas – no mundo todo, há anos, adotam a transmissão ampliada. Há de se reconhecer que um importante passo já havia sido dado com a inclusão de todos os treinos livres e qualifying no SporTV. Já a corrida, propriamente dita, esteve quase sempre “condenada” a se espremer na grade do canal aberto. Isso não vai mudar, diga-se.

Por mais que incomode a entrada do programa Esporte Espetacular logo após a bandeirada, há uma razão de ser. Nada é mais caro no universo brasileiro de publicidade do que inserções na Rede Globo. Assim, quando compram cotas de transmissão para a Fórmula 1, os anunciantes sabem que suas marcas estarão o ano todo no canal aberto.

Os patrocinadores não colocariam suas verbas para aparecer só durante as corridas. Sim, é verdade, eles pagaram para estar nas transmissões de Galvão Bueno e nas análises de Reginaldo Leme e Luciano Burti na Globo, mas também – e talvez até principalmente – para inserções durante o Jornal Nacional, nas novelas, nos shows etc. Por esse motivo, a Fórmula 1 nunca sairá do canal aberto, desde que se mantenha comercialmente forte.

Então, sob o ponto de vista financeiro, tem de sair voando mesmo da Fórmula 1 para entrar o programa esportivo, que é outra fonte importante de recursos. Só que na base de cobrir um santo para descobrir outro, o telespectador ficava literalmente “chupando dedo”. Só que haja dedo para chupar, né? Então, o aficionado foi buscar alternativas, as barreiras impostas por essa exclusivisidade.

Atire a primeira pedra quem nunca se socorreu de um link da inglesa Sky Sports para ver o pré, o in e o pós? Quantos não deixaram de ver a Fórmula 1 pela Globo em razão desse conceito limitador, amparados que estavam pelos tais link? A partir de agora, essas ferramentas poderão mudar o quadro. Por agora, é uma boa notícia essa trinca Globo/SporTV/Globoesporte.com).

Foto Capa/Destaque: Mercedes AMG Petronas Motorsport/LAT Images

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