Equipe austríaca oficialmente ainda não definiu a vida de Alexander Albon

Por Américo Teixeira Junior

Um dia mágico para Sergio Pérez no Bahrain International Circuit – Fotos Glenn Dunbar/Motorsport Images/Racing Point (Sakhir, Bahrain, 06.12.2020)

Quase sempre usada em tom demagógico e politiqueiro, a expressão “ouvir a voz das ruas” surge de tempos em tempos eleitorais. Repletas de miseráveis e famintos, as tais “ruas” nada falam, apenas “gemem” na luta pela sobrevivência. Mas os políticos, mesmo assim se expressam. Pelo menos quanto a isso, a Fórmula 1 não é hipócrita. Abertamente, manda às favas desejos e ilusões, olhando apenas o próprio umbigo. Enxergasse além, a esse tempo pós-GP do Sakhir, o mexicano Sergio Pérez, vencedor da prova deste domingo, 6, já estaria confirmado na Red Bull.

Seria ótimo se este texto fosse impiedosamente atropelado pelo anúncio desejado por fãs apaixonados da Fórmula 1 no mundo todo, mas há motivos para manter as rédeas do otimismo puxadas. Conheça alguns deles:

Red Bull

A origem história da marca de energéticos é a Tailândia. Foi com o criador da bebida, empresário Chaleo Yoovidhya, com quem o austríaco Dietrich Mateschitz se associou. A fundação da Red Bull em 1987 transformou a bebida local em sucesso mundial. Mesmo com o falecimento do patriarca em 2012, a família Yoovidhya é detentora de 49% das ações e continua ativa como sócia da empresa, que segundo a Forbes vendeu no ano passado 7,5 bilhões de latas no mundo todo. Tudo isso para contar que o lugar do anglo tailandês Alexander Albon tem aspectos que vão além da temporada fraca que realiza.

Max Verstappen

Até os fechos das latinhas de Red Bull sabem que a equipe de Fórmula 1 está moldada ao holandês de 23 anos. Principal talento precoce surgido nos últimos anos, o detentor de 9 vitórias em GP – mesmo sem nunca ter tipo o carro dominante – é presente/futuro da organização. É contraproducente, portanto, imaginar a contratação de um piloto que possa rivalizar diretamente com o desbocado filho de Jos Verstappen.

Sergio Pérez

É difícil diferenciar lenta e verdade sobre o propalado “caminhão” de dinheiro que o mexicano tem para levar consigo, ao trocar de equipe. De todo modo, após a fracassada passagem pela McLaren, foi de grande valia na sequência de sua carreira. A surpreendente contratação para 2013 deixou marcas negativas que reverberam até hoje. Talvez seja totalmente injusto, em se tratando de algo acontecido quando tinha apenas 23 anos. Imaturo, portanto. Mas fato é que ele e seu então empresário, o ex-piloto mexicano Adrian Fernandez, desentenderam-se algum tempo depois e Jo Ramírez, que trabalhou na McLaren, chegou a descrevê-lo como arrogante. A parceria com Esteban Ocon na hoje Racing Point deixou pedaços de carros cor-de-rosa por várias pistas. Não é, propriamente, esse o perfil de Albon.

Helmut Marko

Embora com um passado de glórias, o programa de jovens talentos da Red Bull, chefiado pelo ex-piloto austríaco Helmut Marko, já não tem nomes como Verstappen ou Vettel, por exemplo. Ainda assim, sua manutenção é importante, principalmente quando se fala em teto orçamentário também para salários de pilotos, além de não levá-lo à desmoralização.

Por essas e outras, não navega em águas calmas essa possibilidade de Sergio Perez na Red Bull, mesmo sendo sensacional para a Fórmula 1.

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4 COMENTÁRIOS

    • Verdade, Leonardo. Depois do programa da BMW, migrou para a gestão Red Bull, mas não me lembro dos detalhes dessa transição. Preciso pesquisar. Obrigado e abraço!

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