Por Américo Teixeira Junior – Não existe concorrência para a F1. Por mais especiais que sejam Indianapolis, Le Mans e Daytona, o apelo da F1 é inigualável. Dependendo da cultura automobilística de cada lugar, a lista dos chamados “heróis das pistas” pode ser mais ou menos recheada de nomes locais, mas sempre ao lado de astros da F1. As “gigantes” do setor mundial estão – ou já estiveram – na F1.

E não é só. A audiência de TV cai no mundo todo porque muita gente simplesmente não vê mais TV, mas mesmo assim a F1 mantém números expressivos. Nenhum outro evento automobilístico atinge tantos países simultânea e repetidamente. Apesar disso tudo, dessa espécie de “ilha da fantasia” que se transformou a categoria nascida em 13 de maio de 1950, a F1 tem a capacidade, detém a extrema competência, domina a arte de se complicar sozinha.

Esse texto ficaria cansativamente longo se fossem listados, em detalhes, itens que comprovam essa tese – alguns até já destacados aqui. Mas para ficar apenas no mais recente, um sistema de Qualifying que consegue a proeza de desagradar unanimemente mostra o quão desassociada está a política da F1 dos interesses de seus integrantes e do público consumidor. A F1 vive hoje de uma reputação criada no passado e, para continuar merecendo a atenção que tem, precisa oferecer mais.

Foto Studio Colombo/Ferrari Media

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