No aniversário de Reginaldo Leme e Michael Schumacher, o adeus a Mário César de Camargo Filho

Por Américo Teixeira Junior

Reginaldo Leme está entre os jornalistas mais respeitados do Brasil e não apenas de automobilismo – Foto DUDA BAIRROS/VICAR

A sexta-feira, 3 de janeiro de 2020, foi um dia de reflexão, celebração e despedida no automobilismo, mas sobretudo de agradecimento, pois o esporte não seria o mesmo sem Michael Schumacher, Reginaldo Leme e Mário César de Camargo Filho.

  • Michael Schumacher

Cercado por muros e muito mistério em sua casa na Suíça, Michael Schumacher completou 51 anos (ele é 3 de janeiro de 1969), seis dos quais lutando pela vida após acidente em Méribel, estação francesa de esqui, no dia 29 de dezembro de 2013.

Não se sabe se a data foi marcada por alguma cerimônia na residência dos Schumacher, mas os fãs do heptacampeão espalhados pelo mundo, entre esperança – porque há esperança enquanto há vida – e resignação – porque o tempo meio que prepara o coração de quem já não vê salvação -, renderam homenagens ao piloto que mantém até hoje, mesmo com Lewis Hamilton a pleno vapor, o recorde de 91 vitórias na Fórmula 1.

  • Reginaldo Leme

Mas se coube ao ídolo do automobilismo passar a data envolvo pela névoa que o cerca, para o ídolo do jornalismo de automobilismo foi uma festa continuada. Diz o Wikipédia que Reginaldo Leme nasceu em 3 de janeiro de 1945 e teria, portanto, 75 anos. Deve ter alguma incorreção nisso, afinal, basta olhar para aquele bonitão para duvidar de sua idade. Agora, se tiver isso mesmo, não sei o que ele toma para ficar impecável o tempo todo, mas eu quero também.

A casa dos Poliseli Leme já vinha em festa desde o Natal, quando no finalzinho de dezembro nasceu Diego, irmãozinho da Lulu e segundo herdeiro da Dani e Tiago Mendonça. Se o vovô Reginaldo já se derretia com a netinha, agora tem também o netinho para fazer todas as vontades – sim, porque é verdadeira a máxima de que os avós “estragam” os netos, pois a tarefa de educar é dos pais.

  • Mário César de Camargo Filho

Mas o clima do dia 3 foi quebrado por uma notícia muito triste, o falecimento do ex-piloto Mário Cesar de Camargo Filho, ídolo do automobilismo com DKW #10 e, nas palavras de Flavio Gomes, o mais conhecedor e colecionador de DKW que conheço – não que eu conheça muitos, mas o jornalista, escritor e piloto sabe muito, muito mesmo do assunto -, “o maior piloto de DKW da história”.

Marinho faria 83 anos no próximo dia 15 e Gomes escreveu no seu blog:

“Marinho, o maior piloto de DKW da história, fez com que me apaixonasse por corridas — ele nunca soube disso, e também não tem nenhuma importância. O 10 branco na bolota preta sempre viveu no meu imaginário de criança. O cheiro de gasolina com óleo de rícino e Castrol R se transformou no mais sofisticado dos perfumes. O berro do motor dois tempos em Interlagos, que não sei se um dia ouvi de verdade ou se faz parte de uma memória que criei a partir de histórias que li e me contaram, é o último som que quero escutar na vida, se puder escolher. Foi o rugido que Marinho ouviu por dez anos pilotando DKWs”.

Depois de tantos cumprimentos por seus 75 anos (há controvérsia, diria Francisco “Pedro Pedreira” Milani), o aniversariante do dia foi ao Instagram render homenagens para Marinho. Reginaldo Leme escreveu:

“Um dos grandes ídolos na minha juventude, Marinho César Camargo, imortalizou o DKW número 10 nas pistas. Bravura, habilidade e talento que me ensinaram a gostar tanto de automobilismo. Mais tarde, já no jornalismo e no esporte a motor, eu conheci a pessoa simples, calma e carinhosa daquele meu ídolo, e a admiração cresceu ainda mais”.

Assim é a vida …

1 COMENTÁRIO

  1. Caro amigo Americo,
    Sempre me orgulhei de fazer aniversário junto com Schumacher, um dos maiores ídolos do automobilismo no mundo. Mas a data de 3 de janeiro deixa esse rastro de tristeza pela morte do Marinho, ídolo pessoal da minha juventude, junto com Bird Clemente, Ciro Cayres, Wilsinho Fittipaldi, José Carlos Pace, Camilo Christofaro, Catarino Andreata e outros que conduziram a minha paixão por este esporte.
    Mas ser citado junto com esses ícones, Américo, é algo que eu devo guardar para sempre. Obrigado, meu bom amigo.

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