A crise provocada pelo coronavírus derrubou a bolsa de premiação em aproximadamente 50%

Por Américo Teixeira Junior

Medidas sanitárias impediram a presença de aproximadamente 500 mil pessoas na 104ª Indy 500 – Foto Joe Skibinski/IMS (Capa/Destaque) e John Cote/IMS (Indianapolis, IND, 23.08.2020)

Ao vencer a 104ª Indy 500 no último domingo (23), no Indianapolis Motor Speedway (IMS), o japonês Takuma Sato fez jus a US$ 1,370,500 ou R$ 7.580.235,50, na cotação de hoje. Trata-se do menor prêmio desde 2003, quando o brasileiro Gil de Ferran (Team Penske) recebeu US$ 1,353,265. Para o piloto da Rahal Letterman Lanigan Racing, o cheque atual representa uma perda de US$ 1,087,629 (ou cerca de R$ 6 milhões) em relação ao de 2017, quando venceu pela primeira vez a prova centenária e recebeu US$ 2,458,129.

A queda de receita, provocada pela presença de patrocinadores em menor número e ausência total de público, fez despencar a bolsa de premiação para US$ 7,502,500 (R$ 41.458.064,75). Antes do flagelo sanitário atual, Roger Penske projetava dividir US$ 15 milhões (82.888.500,00) entre os 33 pilotos do grid e bater o recorde histórico, estabelecido em 2008, de 14,406,580.

Para comparação, vale dizer que o valor bruto recebido no ano passado por Simon Pagenaud foi de US$ 2,669,529, parte majoritária de uma premiação que alcançou US$ 13,090,536. O recorde por piloto é de Helio Castroneves, que levou US$ 3.048.005 ao vencer sua terceira Indy 500, em 2009.

Exclareça-se, entretanto, que em todos esses casos a premiação é bruta, cabendo ao piloto algo em torno de 30%. Costumeiramente, após excluídos os 40% de impostos, a divisão quase sempre é igualitária entre competidor e a equipe.

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