Waldner Bernardo deixará o cargo em janeiro de 2021, quando será eleito o novo mandatário para o período 2021/2025

Por Américo Teixeira Junior

Mudanças estatutárias, aprovadas em 2018, farão com que o mandato de Waldner Bernardo seja abreviado em dois meses – Foto CBA Imprensa

O presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o pernambucano Waldner Bernardo, não será candidato à reeleição. Embora não comunicada oficialmente, seu círculo mais próximo já sabe da decisão, que é irreversível.

Dadai, como é conhecido, assumiu a CBA em 17 de março de 2017. A posse, na Câmara dos Deputados, em Brasília, ocorreu dois meses após ter derrotado, com o apoio do então presidente Cleyton Pinteiro, o ex-piloto Milton Sperafico, que concorreu como candidato de oposição. O placar na Assembleia Geral Eletiva foi de 10 a 7 na eleição de 20 de janeiro do mesmo ano.

Ainda que tenha manifestado, antes mesmo de assumir, ser contrário à reeleição, a decisão do presidente causou surpresa, principalmente por ter dispensado o direito assegurado pelo Estatuto, que em seu Artigo 11, no parágrafo 4º, expressa: “O mandato do dirigente máximo da CBA será de quatro anos, permitida uma única recondução”.

Os motivos, porém, vão além da posição manifestada há quatro anos. Pesou a necessidade de redobrar atenção para sua atividade profissional, no setor de eventos, fortemente atingido pela pandemia. O aspecto familiar também teve papel preponderante.

Apesar de elencar realizações da CBA sob seu comando, o atual presidente também revela obstáculos. “Avançamos muito na minha gestão. Evoluímos muito no Kart, criamos novos produtos como o BRVT [Brasileiro de Velocidade na Terra], implantamos várias EBK [Escola Brasileira de Kart]. Diante dos obstáculos que enfrentamos e dos recursos que tínhamos, fizemos tudo que podia e estava ao nosso alcance“, resumiu, acrescentando que “fechamos um ciclo orgulhosos pelo trabalho realizado por toda a equipe“.

Apesar disso, “alguns projetos poderiam ter obtido resultados mais positivos ainda, não fossem algumas estruturas que se servem do automobilismo, ao invés de servir“, acrescentou Dadai. Prometeu falar futuramente sobre essas estruturas. “Agora não é o momento“.


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