Já foram vendidos 30 mil ingressos, algo em torno de 40% da capacidade do autódromo português
Por Américo Teixeira Junior
O Grande Prêmio de Portugal de Fórmula 1 será disputado no próximo domingo, 25, quebrando um hiato que durava desde 1996, ano de sua última edição, no Estoril. Mas a estreia do Autódromo Internacional do Algarve no calendário acontece num momento crítico. Como outros países da Europa, Portugal passa pela chamada segunda onda da Covid-19, registrando taxas expressivas de contaminação pelo coronavírus.
Até então, abril havia sido o mês mais cruel para os portugueses, notadamente nos dias 3 e 10. Foram 37 mortes e 1.516 casos, respectivamente. Entretanto, os números voltaram a subir em setembro e o momento atual tem indicadores jamais vistos em Portugal, justamente na chegada da Fórmula 1.
Entre quarta-feira passada, 14, e o domingo, 18, surgiram mais 10.790 casos, com 71 mortes. Segundo a Johns Hopkins University, há 101.860 casos e 2.198 falecimentos (com dados incluindo o domingo, 18).
Com capacidade para 72.942 pessoas, foram vendidos cerca de 30 mil ingressos. A administração do autódromo, contudo, ainda ontem não tinha a informação revisada de quantas pessoas seriam admitidas no interior do complexo.
A largada da 12ª etapa do Mundial de Fórmula 1 será às 10:10, no horário oficial do Brasil. Antes deste, Portugal sediou 16 Grandes Prêmios. Foram 13 provas no Estoril (1984 a 1996), duas na cidade do Porto (1958 e 1960) e uma em Monsanto, em 1959. Alain Prost e Nigel Mansell venceram três corridas cada. Ayrton Senna venceu em 1985, a primeira de sua carreira de 41 vitórias. Entre as equipes, nenhuma outra faturou mais que a Williams: seis vezes.
Foto Reprodução Autódromo Internacional do Algarve
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