Por Americo Teixeira Jr. – O grande mérito de Nelson Angelo Piquet, ao conquistar o primeiro título da Fórmula E, foi ver coroado de êxito todo o seu esforço para “renascer” para o esporte. Sim, ele “renasceu” após a “morte” verificada em Cingapura 2008. Mas com juros e correção, pagou todos seus pecados ao deixar a Fórmula 1 e se vê obrigado a ouvir calado, justo ele que não costuma levar desaforo para casa, a acusação de meio mundo. Alguns críticos, com tamanha veemência, que mais pareciam ser a “virturde” encarnada.

Mas se alguns preferiram tocar indefinidamente nessa tecla, como se não houvesse outra, Nelsinho foi tocar a vida. E o fez de peito aberto e coragem, expondo-se a recomeçar como se não tivesse construído a trajetória que construiu. Nunca pensei que fosse ver Nelsinho chorar, mas chorou no domingo, em Londres, porque só ele sabe o que passou.

1 COMENTÁRIO

  1. Pois é… não torci para ele, preferia 1000 vezes que o Di Grassi tivesse levado o título da 1ª e excelentemente bem sucedida temporada da F-E. Até hoje simplesmente não consegui entender a punição do Di Grassi na Alemanha…
    Mas, dada a situação, o título ficou em boas mãos… Não gosto do Nelsinho, e como torcedor prefereria até que o Buemi ganhasse o título, mas ele também foi merecedor. Na última corrida, chegou aonde precisava chegar para ganhar o título.
    Só uma coisa me impressionou na 11ª e derradeira etapa da F-E. Nunca o Bruno segurou tanto um carro atrás dele como nesta corrida. Piquet vai ficar devendo eternamente este título a Senna…

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