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Renan do Couto e a bela Ananda

Por Américo Teixeira Junior – Tempos atrás, recebí um e-mail vindo da equipe do All Kart, do meu querido Alexander Lopes, pedindo alguma coisa sobre o Helio Castroneves, de quem sou assessor. Se eu não lembro o que almocei ontem, quem dirá o que vinha solicitado naquele e-mail. Só sei que, um ou dois dias depois, como sequência do e-mail enviado, recebi uma ligação.

Oi, aqui é o fulano do All Kart, mandei um e-mail assim-assim-assado e queria saber se já tem uma resposta”. A voz do outro lado da linha denunciava a juventude do figura, mas nem por isso deixava de ser firme. Pensei comigo: ‘Olha só o cara, meu, tá me cobrando!!!’. Mas nem por isso deixamos de conversar numa boa e tratei logo de entregar o que ele queria – vai que ele liga de novo, né? hehehe

Isso era 2012, acho …

Bom, passado algum tempo, estava eu nos boxes de Interlagos na Shell Racing, equipe do Andreas e do Rodolpho Mattheis, com o meu assessorado três vezes campeão da Indy 500. Helio iria fazer a sua estreia na Stock Car, como piloto convidado. Era a corrida de encerramento da temporada de 2012, a do milhão, bem badalada.

Claro que o site Grande Prêmio, criação do genial Flavio Gomes e sob o comando do dedicadíssimo Victor Martins, tinha escalado uma equipe para estar lá e ficou para um garoto “imberbe” – ou quase – a função de “setorista” do Helio. Isso significava dizer que a cada atividade, lá vinha o rapazinho saber tudo o que tinha acontecido com o piloto da Penske.

Tudo isso eu fiquei sabendo lá na hora, quando ele me procurou. Apresentou-se e na conversa ele falou que era aquele carinha do All Kart. “Ah, foi você? Legal!”. E a cobertura foi feita, o trabalho foi ótimo, foi uma jornada super divertida para o Helio e para mim, dei muita risada com o pessoal na sala de imprensa e, ao final, cada um tomou seu rumo para tratar da vida.

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Vejam quem andou dando carona para o Renan em St. Petrsburg

Eis que, no ano seguinte, em meio àquela correria de todo ano para a abertura da temporada da IndyCar, recebi uma ligação do querido Victor. Ele me contou que um repórter dele iria para Sebring, a convite de uma montadora (acho que Audi) e seria legal que ele pudesse dar uma esticada para cobrir a abertura da IndyCar em St. Petersburg.

A Castroneves Racing já havia reservado para mim um quarto no La Quinta, onde sempre fico em St. Peterburg. Bastava ele ficar comigo e estava tudo certo. Até carona ele teria, pois o Helio sempre deixa um carro comigo. Liguei antes para a minha querida chefe e a Katiúcia Castroneves, como sempre gentil, permitiu sem problemas.

Só que aí, a secretária do Helinho, a super eficiente Fermanda Mello, ligou-me de Miami com uma questão. Ela havia reservado para mim, como sempre faz, um quarto com uma cama de casal, dessas enormes e bem confortáveis, mas trocar por duas de solteiro não estava sendo fácil porque o hotel estava lotado.

Oi Victor, se o carinha não se importar em dividir uma cama de casal comigo, tudo bem”, contei para o Victor minutos depois. “Que nada, Américo, tudo bem. E se ele se importar, bota o cara no banheiro ou no corredor”, brincou o editor chefe.

Mas antes que as mentes criativas comecem a delirar em suposições, a Fernanda resolveu o caso (não falei que ela é super eficiente?). Ela ficou no pé do gerente e, quando chegamos, havia duas camas no quarto. Claro que, até hoje, quando se encontram com esse jornalista, o Helio e a Kati lembram dessa história da cama de casal e se divertem.

Bom, foi bem legal, o Helinho foi o pódio, o troféu de 2º lugar e a garrafa de champagne – vazia – ficou comigo e no final de tarde de domingo, antes de voltar para Miami, dei uma esticada para deixar o tal garoto na estação rodoviária de Tampa, de onde pegaria um ônibus para Orlando e de lá o avião para o Brasil.

Ah, por que estou contando tudo isso?

Porque o imberbe/garoto/figura/carinha em questão é o jornalista Renan do Couto, que na terça, 1, recebeu o Prêmio Mobil de Jornalismo na premiação da ACEESP. Além de servirem, as linhas, para dar os parabéns ao Renan de forma pública, coisa que já fiz no privado, faço disso uma homenagem ao Jornalismo. Mais também a toda a equipe do Grande Prêmio.

Não adianta se iludir, praticamente ninguém vai ficar rico com o Jornalismo. É uma profissão que cobra um preço alto de quem a escolhe. É como se uma voz do além dissesse: “Ah, quer ser jornalista? Então tá, mas vai ver o que é bom pra tosse!”.

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Berton, Fernandão, FG e a Suprema ao final de mais uma cobertura da F1 em Interlagos

Sim, porque não há muitas opções, ou o jornalista entra na onda ou faz a diferença. O Jornalismo sério – compromissado com o Leitor, ousado na busca da verdade, incansável na apuração e correto na exposição de todos os fatos como eles são – dá um trabalho danado, mas faz com que se durma o sono dos justos, visto a consciência tranquila pela certeza de estar fazendo Jornalismo em seu melhor grau.

É por isso que a garotada do Grande Prêmio rala pra caramba, esfola-se nas coberturas mundo a fora e é o terror dos coordenadores das salas de imprensas (pois são, sempre, os últimos a sair), mas dorme o sono dos justos por tudo aquilo que está na parágrafo anterior.

Então, fica aqui o abraço fraterno e o beijo carinhoso deste admirador do Flavio Gomes, Victor Martins, SUPREMA Evelyn Guimarães, Renan do Couto, Juliana Tesser, Rodrigo Berton, Nathalia de Vivo, Gabriel Curty, Pedro Marum, Vitor Fazio, Vinícius Piva e o Fernandão Silva.

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E os caras também fazem o “Paddock GP e recebem convidados ilustres, como o Bruno Senna; na foto, Victor, Nathy, Ju e Gabriel (esq. para dir.)

 

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Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.