Equipamento é obrigatório desde 2015 em competições da entidade internacional

Por Américo Teixeira Junior – Fotos FIA Karting

Pontos de furação e fixação foram desenvolvidos para o para-choque não separar do chassi

A partir desta temporada, o kartismo brasileiro passará a adotar o para-choque dianteiro homologado pela Fédération Internationale de L’Automobile por meio de sua comissão de kartismo (CIK), presidida por Felipe Massa. Testado pelo fabricante de kart italiano Parolin, em 2014, e adotado pela entidade internacional a partir do ano seguinte, o equipamento tem como objetivos ampliar a segurança e aprimorar a formação de pilotos.

O novo conceito modificou a fixação dos bicos, que passaram a flexionar e manter a mesma distância em relação ao solo. Antes, quebravam e arrastavam na pista. Estabeleceu-se, ainda, acréscimo de 10s ao resultado para quem chegasse ao Parque Fechado com o bico deformado (já sob a presidência do piloto de Fórmula E, foi aprovada a punição padrão de 5s).

O processo educativo foi necessário porque os kartistas estavam indo na contramão do que viria a seguir. Na prática, o mesmo piloto que, no kart, estava acostumado a se lançar sem medo e tocar o adversário, no monoposto era obrigado a cuidar não apenas das asas dianteiras e apêndices aerodinâmicos, mas de todo o equipamento. A adoção do bico retrátil no kartismo antecipou esse aprendizado.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Kart (CNK) da CBA, Pedro Sereno, o para-choque será adotado pelas categorias Junior, Graduados, Sênior A, Codasur, Codasur Junior e K2, esta última dos karts com marcha e antes denominada Shifter. Todas aceitam equipamentos importados, inclusive a Junior, que até 2018 estava limitada aos equipamentos nacionais. Pedro Sereno esclareceu que já há no Brasil carenagem homologada pela CNK, de modo que não necessariamente o equipamento tenha de ser importado.

Para o dirigente Giovanni Guerra, representante da CBA na CIK-FIA, a adoção desse novo conceito foi um dos grandes avanços do kartismo mundial e “estou muito feliz por ser adotado pelo Brasil”. Em segundo mandato, Guerra explicou que a medida tem efeito multiplicador imenso, com reflexo na qualidade de pilotos em todos os níveis.

A categoria Academy Trophy foi a primeira a utilizar o novo dispositivo de segurança
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Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.