O futuro do piloto mineiro volta a estar ligado à Red Bull

Por Américo Teixeira Junior

Sérgio Sette Câmara defende a equipe B-MAX Racing by Motopark na Super Fórmula – Fotos – BMRM Media

Mesmo após três temporadas na Fórmula 2 e a Superlicença assegurada, não havia lugar para Sérgio Sette Câmara Filho na Fórmula 1 2020. Tratou, então, de ir à luta. Ocorre que isso não poderia estar acontecendo em pior hora. A mesma crise mundial que atropela planos e sonhos em todos os continentes, transforma tudo em incerteza. Resumindo, um pesadelo para quem está tão perto do objetivo. O recente acordo com a Red Bull foi uma espécie de “gol na prorrogação”, mas as dúvidas permanecem.

A grande ruptura no projeto de Câmara para a F1 foi o seu desligamento da McLaren. Ficou claro que a posição estava vinculada à Petrobras, que encerrou a parceria com o time inglês no ano passado, de forma prematura. Mas apesar de todo o atropelo, seria difícil supor que ele, aos 21 anos, simplesmente “jogasse a toalha” e riscasse a F1 de sua vida. É verdade que os testes na FE e IndyCar indicaram estar aberto a opções, mas presumivelmente só em caso de tudo dar errado, uma espécie de plano B.

Nesse intento, a Red Bull foi a solução. Além de assumir especificamente a função de reserva na Red Bull Racing e Scuderia AlphaTauri, também está escalado para a temporada 2020 da japonesa Super Fórmula. Inclusive, participou da pré-temporada desta semana, em Fuji, com o carro sem referência à Red Bull, mas sim a seus patrocinadores pessoais.

Segundo o versão oficial, a série foi escolhida por Câmara e Red Bull, conjuntamente. Há, porém, uma lógica nesse cenário que faz substituir o verbo “escolher” por “aceitar”. Na prática, teve de se enquadrar ao plano da Red Bull, em mais um esforço de alcançar a F1. Para tanto, uma temporada vencedora na Super Fórmula viria muito, mas muito bem a calhar. Isso, é claro, se tivermos automobilismo em 2020.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here