Tony Kanaan não tiveram vida fácil em NOLA, mas deixaram New Orleans de pé (Foto INDYCAR MEDIA)
Tony Kanaan não tiveram vida fácil em NOLA, mas deixaram New Orleans de pé (Foto INDYCAR MEDIA)

Por Americo Teixeira Jr. – Não foi só água que caiu do céu em New Orleans e agitou o Grand Prix of Louisiana, prova que marçou a estreia do NOLA Motorsports Park no calendário do 2015 Verizon IndyCar Series. “Caiu” também um “presente do tamanho de um bonde” – de um pódio, para ser mais preciso – no colo do canadense James Hinchcliffe, vencedor da corrida de ontem. Praticamente tudo esteve de “ponta cabeça” em Avondale, localidade que fica de um lado do Rio Mississippi (o centro de New Orleans está na outra margem). Praticamente não teve Practice 2, na sexta, porque choveu forte. Pelo mesmo motivo, foram cancelados o Qualifying de sábado e o Warm-up do domingo. A largada foi antecipada em 45 minutos para evitar uma “tromba d’água” que se anunciava e a bandeirada de chegada foi acionada no complemento da 47ª volta, ante as 76 previstas.

Destas 47, nada menos do que 26 foram completadas sob bandeira amarela em todo o circuito, ou seja, 55,3 % da corrida foi uma procissão, enquanto destroços de carros acidentados eram retirados de todos os cantos. Vale dizer que o deficiente escoamento de água foi o principal motivo para tantos acidentes. Foram seis períodos de bandeiras amarelas, tendo o último perdurado até o término da disputa. O mais incrível foi o fato de o piloto da Schmidt Peterson Motorsports ter concluído a prova com apenas um pit stop, ainda na volta 15. As projeções indicam que Hinchcliffe não suportaria mais três voltas em regime pleno de competição e seria obrigado a parar.

Nesse caso Helio Castroneves seria o vencedor, certo?

Não necessariamente …

O piloto do Team Penske talvez risse de sua cara se você, na sexta-feira, dissesse que ele terminaria a prova de NOLA no pódio. O trabalho de sexta foi totalmente prejudicado e o resultado foi um carro ainda carecendo de trabalho para um bom acerto de pista molhada. Sua posição de largada teria sido pior do que o 4º lugar, fosse o grid formado pela disputa do Qualifying e não pela posição provisória do campeonato, estabelecida em St. Pete. No início foi bem, ficando em 1º e 3º nas 21 primeiras voltas, até levar uma batida do retardatário Francesco Dracone. O italiano da Dale Coyne se atrapalhou numa relargada e jogou o carro para cima dele. Resultado: Helio precisou trocar o bico e voltou para a pista em 20º.

Só que aí Roger Penske, seu estrategista, mudou a ordem das coisas. Antecipou a terceira e última parada e seu piloto pulou para 3º quando praticamente todo mundo parou quatro voltas depois, na 34. Nas diversas tentativas de relargardas que se seguiram, ele pulou para 2º por conta de uma escapada de pista de Carlos Huertas (Dale Coyne), que vinha atrás de Hinchcliffe. Mas como em 3º vinha James Jakes, muito melhor de retomada do que o carro #3, era grande a chance de o teammate de Hinchcliffe garantir a dobradinha para Sam Schmidt. Ele até tentou tomar a posição do brasileiro -foi na volta 41, mas Helio a recuperou e manteve até o final.

Já Juan Pablo Montoya, galgado à Pole Position pela vitória em St. Pete, deve estar se remoendo até agora. Afinal, liderou 31 voltas (Hinchcliffe, 15; Helio, 1). Pelo menos 0 5º posto o manteve na ponta do campeonato, agora com 10 pontos de vantagem sobre Helio, agora o vice, tendo superado Will Power, o 7º na prova e agora 3º na classificação. Tony Kanaan terminou entre os dois pilotos da Penske mas, dependendo de como se olhe a corrida do “Bom Baiano”, como dizia o saudoso e inesquecível Luciano do Valle, pode-se dizer que ele também se “deliciou com uma gostosa limonada”.

Tony já um dos dos caras desses campeonato e o 3º em St. Pete é a prova disso. O piloto da Ganassi andou forte desde o início da corrida em NOLA e foi um dos primeiros a trocar os pneus de chuva pelo slick, visto o surgimento de um trilho no traçado. Mesmo vitimado pelos pneus frios, que provocaram uma saída de pista e o despencar para o 21º lugar na volta 14, não se abateu. Trocou a estratégia e ter caído de 4º para 5º no campeonato acabou sendo um pequeno detalhe, pois o prejuízo poderia ter sido muito maior, não fosse a recuperação.

 

 

 

1 COMENTÁRIO

  1. Tinha tudo pra ser uma grade prova, não fosse a água acumulada na pista, mas acabou praticamente sem ter corrida. Acredito que esse ano a Ganassi é tão favorita ao titulo quanto a Penske, depois de passar por um ano de adaptação ao motor Chevy.

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