Anuncio cópiaPor Helio Castroneves – Oi amigos, vou tentar explicar o que aconteceu anteontem no Alabama. Vocês devem estar se perguntado: “Como é que um cara que está tão acostumado consegue errar um pit como o de domingo”? É verdade, essa é uma boa pergunta e eu fico envergonhado com isso, mas são coisas que acontecem e vou contar como.

A parada para troca de pneus e abastecimento é um momento vital da corrida. Quanto mais paradas você dá, mais chances existem de dar tudo errado. É por isso que os treinos de pit stop acontecem sempre, pois há o aspecto da competitividade e o da segurança. Da mesma forma que o ganho de desempenho é brutal numa parada perfeita, um vazamento de combustível ou uma roda instalada defeituosamente pode provocar vários acidentes.

Não há pit stop fácil. Cada um deles exige atenção redobrada. A diferença é que alguns são mais tensos que outros, como foi o caso deste da 22ª volta. Vocês viram que caiu um temporal daqueles no Barber Motorsports Park e a corrida atrasou mais de duas horas. Quando a gente largou, mais ou menos seis e meia da tarde no Brasil, a chuva já tinha praticamente parado, mas ainda estava muito molhado. Foi por isso que todo mundo largou com pneu de chuva.

Se uma largada no seco já exige atenção, imaginem no molhado! Como o equilíbrio do carro fica totalmente prejudicado e você fica sujeito a aquaplanar ou travar as rodas, larguei com todo o cuidado, mas mesmo assim pulei de 6º para 5º. Como teve uma bandeira amarela na volta 21, provocada por um acidente envolvendo o Mikhail Aleshin e o Sebastien Bourdais, todo mundo entrou na volta seguinte para colocar os pneus slick macios, pois a pista estava secando no trilho.

Parecia um trenzinho na entrada do pit, pois muita gente aproveitou o momento para parar. Foi quando eu joguei o carro para a esquerda e parei junto aos caras de macacão azul e branco. Só que o Castroneves aqui errou de pit porque, assim como nós, os vizinhos da equipe Dale Coyne também estavam de azul e branco. É importante destacar que os mecânicos só usam o macacão na hora da corrida.

Vou falar uma coisa para vocês. Pareceu uma eternidade do momento em que percebi que estava no pit errado até chegar no meu. No cronômetro é coisa de dois segundos, mas lá dentro parecia a mais lenta das câmeras lentas. Para completar, eu ainda levei uma punição por conta desse erro. Resultado, o que estava ruim, ficou pior ainda. Claro que fiquei “P” da vida comigo mesmo, mas isso é coisa que acontece em corrida e o importante é não esquecer para que não se repita.

Eu cheguei ontem do Alabama aqui em Ford Lauderdale, mas hoje já estou viajando para Indianapolis, onde amanhã acontece um importante teste no circuito misto do Indianapolis Motor Speedway, local da corrida do dia 10 de maio. Depois disso, logo em seguida começa a preparação para a Indy 500, que será disputada no dia 25. Ou seja, é praticamente um mês em Indianapolis e não vejo a hora de entrar na pista e recuperar tudo o que foi perdido em Barber.

É isso aí, pessoal, vamos que vamos e até semana que vem!!!

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