Os piores pesadelos do promotor do Grande Prêmio da Europa, o espanhol Fernando Roig, confirmaram-se no dia 26 de julho, em Hungaroring. Enquanto os ingressos para a prova do dia 23 de agosto, na ruas de Valência, teimavam em permanecer em grande número sem compradores, a Fédération Internationale de L’automobile (FIA) anunciava simplesmente a suspensão da equipe Renault da prova – e conseqüentemente do ídolo maior do país, Fernando Alonso – por força da confusão armada pelos comandados de Flavio Briatore. Um desatroso pit stop recolocou Alonso na prova com a roda dianteira direita mal fixada e simplesmente se soltou do carro. A punição por negligência imposta pelos comissários da FIA foi a suspensão da equipe na próxima prova.
O grande problema da Valmor Sports, empresa da qual Roig é presidente, é o possível desinteresse dos fãs se Alonso realmente não correr. Em que pese ainda contar com a vitória da Renault em seu recurso, que será julgado pela Corte de Apelação da FIA no próximo dia 17 de agosto, em Paris (FRA), a presença de Michael Schumacher pode minimizar a situação. O heptacampeão vai substituir Felipe Massa na Ferrari F60 enquanto o brasileiro se recupera do acidente sofrido nos treinos em Budapeste. Pode até não lotar seus espaços comercializáveis em Valência, mas seguramente a prova terá uma audiência televisiva mundial das mais expressivas.

