Por Americo Teixeira Jr. – Está em curso uma intensa movimentação nos bastidores da IndyCar e isso envolve a direção da categoria, chefes de equipes e pilotos. Segurança, custos e o próprio posto do presidente Randy Bernard estão na pauta do dia.
Enquanto o confronto entre Chevrolet e Honda se desenvolve nas pistas e houve cinco pilotos diferentes nas cinco primeiras corridas (Helio Castroneves, Will Power, Dario Franchitti, Scott Dixon e Justin Wilson), há três pontos agitando o extra-pista:
Pacote aerodinâmico – Haverá a liberação para que equipes e fornecedores passem a desenvolver a aerodinâmica do Dallara DW12, já a partir de 2013, e é aguardada uma definição até o final deste mês. Essa decisão, porém, não parece de todo madura para ser ratificada. A base da discórdia seria a desejada redução de custos e o novo procedimento poderia ir na contramão desse objetivo.
Segurança – Há um consenso geral de que o novo carro é muito mais seguro do que o anterior e os pilotos têm participação nisso. Nesse embalo, muitas conversas têm sido promovidas pelos competidores no sentido de ampliar essa discussão, inclusive sobre a tênue fronteira entre a ousadia e irresponsabilidade. É reflexo também de um grupo mais maduro e unido, com propósito claro de se fazer ouvir.
Randy Bernard – O presidente da categoria sofre hoje uma oposição dentro da IndyCar. Fruto da adoção de seu estilo próprio de adminstrar, tem gerado algum descontentamento, principamente pelo uso das punições convertidas em multas. Mas se alguns torcem o nariz para o executivo oriundo das competições de rodeio, outros o apoiam pela condução da mudança técnica e atitudes firmes em momentos de crise.
Por essas e outras, dentro e fora das pistas, o IZOD IndyCar Series tem muito ainda a agitar o cenário do automobilismo até o final da temporada, ao mesmo tempo que muito tem sido feito para que a presença brasileira seja ampliada ainda mais. Pode não ser em 2012, mas as perspectivas para 2013, pelo menos no que e possível observar atualmente, parecem favoráveis.
