
Por Américo Teixeira Junior – Embora o piloto paulista André Negrão tenha se debruçado durante algum tempo sobre a possibilidade de ser o terceiro brasileiro na Fórmula 1 em 2016, uma terceira temporada na GP2 é o destino traçado por ele e seu staff de assessoramento direto, formado pelo pai Guto Negrão e o coach Paulo Carcasci.
Aos 23 anos, o filho do ex-piloto de Stock Car revelou que houve alguma conversa com a equipe inglesa Manor, inclusive sendo fornecido um orçamento para correr toda a temporada de 2016. “Prefiro não falar em valores, mas a gente escolheu ficar na GP2”, disse Negrão. O Diário Motorsport conseguiu saber, entretanto, que a vaga esteve recentemente avaliada em torno dos US$ 10 milhões.
A opção de se manter na categoria de acesso, entretanto, implica em mudança de equipe e faz parte de uma estratégia de curto prazo. O piloto concluiu que os dois anos na Arden Motorsport faz parte de um ciclo a ser encerrado. A nova fase será em uma das três equipes com as quais negocia: a francesa Art Grand Prix, a espanhola Racing Engineering e a italiana Rapax Team.
Última chance na GP2
Apesar de diplomático em suas declarações, é inegável um sentimento de frustração de André Negrão pelo que se passou na Arden. “O dono da equipe é o Christian Horner, da Red Bull, mas isso não significou qualquer contato com a Fórmula 1, nada. É tudo muito isolado e nem o nosso passe de piloto dá acesso ao paddock deles”, comentou.
A indefinição sobre a equipe é momentânea, pois pretende estar com tudo definido ainda neste mês de novembro. Independemente disso, já tem claro que a de 2016 será a sua última temporada na GP2. Taxativo, revela que “é a última chance e se não pular para a Fórmula 1, vou procurar outra coisa para fazer em 2017”, não decartando a possibilidade de correr nos Estados Unidos.




