É difícil imaginar a permanência do tetracampeão na Fórmula 1, após o encerramento do vínculo com a Ferrari

Por Américo Teixeira Junior

Sebastian Vettel tem, até aqui, 53 vitórias em Grandes Prêmios, sendo 14 delas pela Ferrari – Fotos FERRARI MEDIA (Montmeló, Catalunya, 21.02.2020)

Independentemente de todos os fatores objetivos que podem justificar o término da parceria com a Ferrari, a verdade é que Sebastian Vettel perdeu o encanto pela Fórmula 1. Na sequência de uma carreira vitoriosa na Red Bull, seus tempos de Ferrari foram bem diferentes daqueles que seu imaginário poderia supor. Restou um piloto sem sua essência primária e a decisão sugere menos uma questão profissional, mais no âmbito pessoal.

Em escritos anteriores e em participações na programação do Grande Prêmio, manifestei a sensação de que algo ocorrera na vida de Vettel, em meados de 2018, para justificar uma queda tão brutal de rendimento. Até aquele momento, ele colecionava atuações de respeito e presença competitiva constante. Na volta das férias, porém, o gráfico de eficiência descendeu.

Os fatos só confirmavam que Vettel não estava bem. Com a chegada de Charles Leclerc, o desconforto do alemão pareceu aumentar. A paralisação forçada pela pandemia talvez tenha provocado momentos de reflexão que, de tão profundos, tenham revelado urgente necessidade de paz interior.

Tudo isso para dizer que será uma gigantesca surpresa se Vettel fechar com outra equipe e continuar na F1. Repito o que já escrevi e disse: salvo a chance de ir para a Mercedes, Vettel se aposenta. Essa quase certeza vem do fato de Vettel não demonstrar estar encerrando um ciclo profissional ou desportivo, mas de vida. Enquanto escrevo, já li que “voltará para a Red Bull”, “fechou com a McLaren”, “negocia com Renault”.

O negócio é esperar.

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