Por Americo Teixeira Jr., de Indianapolis – O que se viu ontem em Indianapolis durante a disputa do Pole Day, que teve o norte-americano Ed Carpenter como o grande pole position para a 27th Indy 500, foi um misto de ações que mostraram o lado altamente estratégico da Indy. Ao mesmo tempo em que alguns pilotos se lançavam numa disputa até desesperada para garantir um lugar do grid no próprio sábado, outros se concentravam num emaranhado de alternativas para retornar à pista para o Fast Nine com a melhor estratégia possível.

Embora a essência do automobilismo indique que acelerar é sempre o caminho para a conquista, na Indy 500 do século 21 esse esforço vira pó caso não ocorra em sintonia com a temperatura da pista, a direção do vento, o calor do motor, o estudo aerodinâmico e tudo o mais que pode ser imaginado para ampliar performance. Promover o “casamento” de elementos tão díspares, se analisados em separado, é de fato o grande passo para brindar após as atividades oficiais de pista.

Tudo isso para dizer que a pole position foi decidida em detalhes não facilmente visíveis. Com todo mundo andando muito forte e a temperatura, em que pese alta, começando a cair no exato momento do Fast Nine (a partir dos 27ºC), a estratégia foi apelar para a aerodinâmica. Mas especificante, para vencer a resistência do “ar mais pesado” da tarde, alguns apêndices aerodinâmicos foram retirados do conjunto do assoalho de forma parcial ou completa. Traduzindo, a ideia era fazer o carro “voar”, mesmo que em detrimento do down force.

A aposta era a de que a perda da força que “fixa” o carro no chão seria aceitável diante do ganho da velocidade. Afinal, qual é a graça de viver sem riscos, né? No final das contas, a queda de tempertura em três graus em apenas 45 minutos atuou na contramão da teoria e , dessa vez, o conservadorismo ganhou. Somente Carpenter e A.J. Allmendinger não trabalharam esse setor. Ponto para o conservadorismo. Mas é certo que, na atual Indy, cada vez mais “procurar pelo em ovo” em termos de tecnologia é o caminho para separar os vencedores dos perdedores.

O Pole Day Winner Ed Carpenter (Foto IndyCar Media)
O Pole Day Winner Ed Carpenter (Foto IndyCar Media)

1 COMENTÁRIO

  1. Aerodinâmica e seus mistérios… Vettel ganhou em Monza com uma das piores, senão a pior, velocidade final. Mas freava mais dentro e acelerava antes que todo mundo, abria tanto na saída da curva que mesmo alguns a 10 km/h a mais na reta não chegavam nem perto…

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