Sergey Sirotkin foi confirmado hoje como o novo teammate de Lance Stroll e para Robert Kubica sobrou o posto de piloto reserva

Por Américo Teixeira Junior

Robert Kubica retorna oficialmente à Fórmula 1 como Reserve and Development Driver da Williams (Foto Williams F1)

Foi plenamente justificada a demora da Williams em anunciar sua formação completa para 2018. Afinal, o anúncio oficial desta terça-feira lançou luzes sobre intrincada operação que resultou na titularidade para Sergey Sirotkin. A reserva foi destinada a Robert Kubica, mesmo tendo o polonês um contrato assinado desde novembro passado, como divulgaram com exclusividade o Diário Motorsport e o Grande Prêmio.

As últimas semanas certamente foram de agitação na Williams, embora os detalhes reais de tudo o que se passou sejam do conhecimento de poucos e formem, pelo menos por enquanto, um segredo bem guardado. Fato é que Kubica seguiu para Abu Dhabi amparado por um contrato, mas não suficientemente sólido para impedir a reviravolta. Quaisquer que sejam os motivos declarados, há três pontos absolutamente cristalinos ao cabo dessa “reengenharia”.

O primeiro deles é que o russo de 22 anos ascendeu ao posto desejado pela força de seu suporte financeiro e, assim como seu teammate, tem de provar que é bom o bastante para merecer a oportunidade. O segundo é que não passa de bobagem as aventadas limitações do polonês de 32 anos. Se não reunisse as condições necessárias, não teria testado como testou, não teria assinado o contrato que assinou e não estaria oficialmente de volta à Fórmula 1 como está. Por fim, a Williams precisa mostrar que não criou um problema ainda maior na tentativa de resolver o dilema que ora se mostra resolvido.

Sergey Sirotkin subverteu uma ordem que parecia solidamente estabelecida (Foto Zak Mauger/LAT Images/Williams F1)
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1 COMENTÁRIO

Muito obrigado por participar. Forte abraço, Americo Teixeira Jr.