“Vamos cobrar do candidato eleito tudo o que prometeu e entrar de cabeça nas contas para que o dinheiro seja melhor investido no automobilismo”

Por Américo Teixeira Junior – Fotos Fernanda Freixosa (Destaque) e Duda Bairros/Vicar

Giaffone: “Quando era piloto mais novo, não estava nem aí para a CBA, mas o tempo agora é outro e precisa participar”

Com direito a voto na eleição presidencial da CBA, a Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo (ABPA) definirá sua posição em eleição interna, aberta e direta. Dentre os atuais 200 associados, aproximadamente, os interessados têm até 19 de janeiro, um dia antes da eleição da CBA, para votar por e-mail. Na assembleia eletiva, que acontecerá no Rio de Janeiro, o presidente Felipe Giaffone (foto) votará no vencedor da eleição interna. Para evitar dúvidas, apresentará na Assembleia Eletiva uma planilha com todos os votos nominais da eleição interna.

Giaffone considerou, inicialmente, contabilizar os votos apenas dos sócios-fundadores, mas resolveu abrir para os associados em razão de questionamentos quanto a lisura da iniciativa. “A gente pensou em ouvir aqueles pilotos que estão participando mais ativamente, mas como houve reclamações, sugeri ao pessoal, quem respondeu concordou e a opção mais viável foi abrir para todo mundo”, disse Giaffone, esclarecendo ainda que o voto não é obrigatório.

Na eleição interna, o meu voto vai ter peso 1, igual para todo mundo. Lá no Rio, o meu papel será simplesmente revelar o vencedor da nossa votação”, explicou o piloto da Fórmula Truck, que manterá o resultado em segredo até o momento de votar oficialmente. Adiantou, ainda, que será decidido nos próximos dias se todos terão direito a voto ou somente os filiados da ABPA com carteira CBA em 2016.

Membro de uma das mais tradicionais e atuantes famílias do automobilismo brasileiro, Giaffone lamentou a pouca adesão até aqui à ABPA. “A Associação foi criada para que o piloto pudesse ter uma presença mais atuante e organizada dentro da CBA e também para conceder benefícios aos associados. Mas até aqui só deu trabalho e prejuízo”.

Ele reconhece que o piloto não se envolve. “Eu mesmo, quando era piloto mais novo, não estava nem aí se era o Bufáiçal ou o Scaglione na CBA. Minha preocupação era ganhar corrida. Mas a gente precisa ver que o tempo agora é outro e precisa participar, senão fica tudo nas mãos dos políticos”, explicou.

Apesar disso, Giaffone garante que está motivado e pronto para continuar. “Temos muitas empresas e pessoas que querem apoiar, mas ainda estamos engatinhando, com apenas duas pessoas trabalhando duas vezes por semana. Além disso, o maior papel da ABPA começa agora“, esclareceu. “Vamos cobrar do candidato eleito tudo o que prometeu e entrar de cabeça nas contas para que o dinheiro seja melhor investido no automobilismo“.

Decisão festejada  

Os dois candidatos aplaudiram a decisão da ABPA. Veja abaixo o que cada um disse:

Waldner “Dadai” Bernardo: “Eu saúdo a Associação porque acho extremamente saudável a decisão de definir seu voto entre os pilotos. É um pouco daquilo que conversamos anteriormente, pois os pilotos precisam se fazer representar e esse é um primeiro passo. Apesar de ser um voto, tem um peso fantástico porque é a voz dos pilotos. Não acho que isso seja prejudicial à minha campanha, mesmo com muitos pilotos criticando a gestão do Cleyton [Pinteiro]. Estou orgulhoso do apoio dele, mas nosso projeto de gestão inclui outras abordagens e outras propostas. Não vejo problema algum. Pelo contrário, considero extremamente salutar a decisão da Associação em fazer uma eleição interna para definir seu voto”.

Milton Sperafico: “A meu ver, trata-se de uma decisão de bom senso e eu não poderia esperar nada diferente de um cara com a história do Felipe Giaffone, membro de uma família tradicional do automobilismo, a quem o esporte deve muito. Vivemos tempos de mudanças em nosso país como um todo, nunca demos tanta importância à democracia como agora e é importantíssimo que a fortaleçamos em todos os níveis. A decisão da ABPA se alinha com este pensamento. Quanto a vantagem ou desvantagem, não acredito que nada mude, pois o colégio eleitoral é amplo, mas óbvio que o prestígio do voto da Associação de Pilotos seria muito comemorado pela Chapa Bandeira Verde, porém, como seguidores contumazes das leis e das regras, aceitaremos o resultado legítimo do escrutínio”.

 

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Caros, se os presidentes das federações definissem seus votos atravéz de votação de seus pilotos filiados, com certeza teriamos uma eleição 100% democrática.e um resultado verdadeiro.
    da maneira como é realizada hoje, algumas federações sem expressão nenhuma negociam seu voto em troco de cargos e vantagens.ou seja são politicos e não amantes do esporte a motor

  2. Muito bem, uma bela atitude. E que todos se lembrem que piloto vota em piloto, principalmente para acabar com o continuísmo desastroso da gestão Pinteiro, O Imperador Medíocre I.
    Esse povo da CBA me diverte. Durante dois anos davam a eleição do Dadai como um desfile. Isso graças à sacanagem feita pelo Pinteiro que mudou os estatutos para perpetuar o Grupo da Vanguarda do Atraso no poder.
    Nunca imaginaram que a reação e rejeição fosse tamanha, o Brasil está mudando.
    O Dadai poderá ser eleito porque a eleição da CBA é uma enorme roubalheira e uma manipulação, mas vai suar frio para ganhar. Achava que eram favas contadas e sequer Plano de Gestão preparou e isso ficou claro no debate quando apresentaram uns papeluchos catados às pressas que não dizem coisa com coisa, fora coisas copiadas do Plano de Gestão da Chapa Bandeira Verde do Milton Sperafico.
    Espero que as Federações de mentira que não passam de PARASITAS se manquem e votem no Milton Sperafico que vai ajudá-las a se transformarem em Federações de verdade, essa é uma das obrigações da CBA.
    Chega de continuismo e parasitismo, paciência tem limites.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here