dm_victorcorrea1Para o piloto mineiro Victor Corrêa (foto), o período de férias já acabou. Ele está na Inglaterra desde ontem (quinta, 5) para se integrar à equipe Litespeed, com a qual disputará o Britânico de Fórmula 3 na categoria National, uma espécie de classe B do certame. Mas, diferentemente do Sul-americano de Fórmula 3 Light, que utilizava os chassis Dallara de 1994, enquanto a série principal corrida com o modelo 2001, na Inglaterra a diferença é de somente uma temporada entre um carro e outro.

Seu acordo é bem diferenciado, pois participará também do desenvolvimento do chassi 2010 da Litespeed, a única a não utilizar chassi Dallara no certame, pois tem carro próprio. Ele esteve muito próximo de assinar com a Fluid Motorsport, equipe bicampeã na Fórmula 3 National, e teria de pagar algo em torno de £ 250.000. Mas com a proposta da Litespeed, ele gastará menos e fará muito mais quilometragem, incluindo provas, treinos e desenvolvimento do carro novo. Embora não revelados os custos do piloto em 2009, a expectativa é até diminuir em relação a 2008, quando correu de Fórmula Ford. A categoria está estimada em aproximadamente 50% na National.

O ingresso do garoto de 18 anos na Fórmula 3 é mais um passo de uma carreira entusiasmante, construída degrau por degrau, de forma planejada, sem aqueles arroubos em pular etapas que, em alguns casos, só conseguiram produzir “aposentados de 20 anos”. O interessante na carreira de Victor é que ele sempre esteve voltado para o aprendizado. Depois do kart, optou pelo Paulista Fórmula São Paulo e no ano passado seguiu para a Fórmula Ford Inglesa.

dm_victorcorrea3O maior mérito desse planejamento é de Victor Corrêa de Oliveira, pai do Victor, fanático por automobilismo e que chegou a fazer algumas corridas em São Paulo na década de 70. Acredita que o piloto deve treinar muito no início de carreira, seguir os caminhos que deram certo no passado, não pular etapas e não acreditar em chegar à Fórmula 1 com 19 anos. Para ele, o que vale é a bagagem que adquiriu antes e a responsabilidade e profissionalismo adquiridos com a experiência.

Foi por esse motivo que Victor foi sozinho para a Inglaterra desde a primeira vez. Ninguém da família foi até a Europa nenhuma vez, nem a passeio. E vai permanecer este ano sem receber visitas. “Se esta é a sua sina, vai atrás dela e conquiste, por seus méritos, o que está reservado como fruto de sua força de vontade e determinação”, disse o pai para o filho.

Além dos aconselhamentos e suporte paterno, o jornalista João Alberto Otazú entra com opiniões, sugestões, consultoria nesta linha, pois também acredita ser a mais correta para um piloto ser profissional, viver do que gosta de fazer. “Fórmula 1 é conseqüência”, afirma Otazú, que segue pelo décimo ano trabalhando com os Corrêa. Na Inglaterra, Victor conta ainda com o apoio do engenheiro brasileiro Teo Lopes, que ajuda na apuração de valores, análise técnica de times e mão-de-obra.


Fotos Mastermídia


2 COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here