Por Americo Teixeira Jr. – Há 20 anos o jornalista Flavio Gomes criava a agência Warm Up, a “mãe” do Grande Prêmio, Revista Warm Up, TV GP e tantas outras coisas. É imperdível esse texto publicado hoje pelo Flavio do blog dele e, de minha parte, tenho algumas coisas a dizer.
“O que eu digo é que, pessoalmente, eu aceitaria viver como Deus me fizesse viver. Mas se eu nascesse e visse que na minha frente, atrás de mim, de lado, todos os problemas estivessem resolvidos, seria muito monótono. Eu acho uma beleeeeeza ter razões para viver. E o Brasil agora é um desafio imeeeenso”.
Eu era moleque, estudante de jornalismo em São Bernardo do Campo (Metodista), e Dom Helder Câmara disse isso para mim numa entrevista que fiz com ele. Essas palavras estão tão claras na minha mente que é como se estivesse ouvindo, nesse exato momento, o então Cardeal Arcebispo de Recife e Olinda, de pé, nos jardins internos de um colégio no Recife. Isso era 1983.
Eu gosto de pensar que o jornalista é o Sujeito de Sua História quando efetivamente faz Jornalismo e consegue escapar de uma ciranda maluca na qual se transforma num serviçal do poder. Fazer Jornalismo não é uma definição de ESTAR, mas sim de SER. Eu sempre tentei fazer aquilo que me pareceu mais próximo desse conceito mágico do Fazer Jornalismo. Sei lá se tenho conseguido, mas em momentos nos quais me senti desmotivado, essa molecada do Grande Prêmio me oxigenou. E me oxigena e me motiva.
É por isso que gosto de me sentir meio parte disso tudo, mas não como um dos protagonistas, que efetivamente não o sou. Mas como beneficiário de todo esse desafio, de toda essa energia, de toda essa crença no Jornalismo, de toda essa capacidade de sempre levantar, independentemente do tombo. Não sei se estou atual ou ultrapassado, mas penso no Jornalismo não como uma profissão, mas como uma condição de SER. Eu sinto isso nessa molecada do Grande Prêmio e por tudo isso é que gosto dela. É isso. Parabéns, beijos e obrigado Flavio, Suprema, Renan, Victor e Cia.