Por Américo Teixeira Jr.
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Matéria atualizada em 12.08.2009
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Não fui a Salvador. Tentei, mas não consegui. Por isso mesmo não posso me ater a detalhes que somente quem lá esteve pôde constatar. Também não é do propósito editorial do Diário Motorsport tratar de assuntos que são de domínio comum e amplo. Acho, mesmo, que o Leitor tem procurado esse espaço para encontrar coisas novas e não esteja nem aí com a minha opinião. O que ele quer, mesmo, é informação. Mas talvez eu faltasse com esses mesmos Leitores se me abstivesse de opinar sobre a Stock Car em Salvador, então, pediria a licença para fazê-lo.
Existem responsáveis diretos pelo que vimos em Salvador, tanto para bem quanto para o mal. Para os menos afeitos às prerrogativas de cada uma das partes envolvidas, há dois pólos principais em todo evento automobilístico e sobre os quais recaem as verdadeiras responsabilidades. Um deles é o promotor do evento, no caso da Stock Car, a empresa Vicar, chefiada por Carlos Col. O outro é o responsável técnico-desportivo, no caso, a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e o seu Conselho Técnico Desportivo Nacional (CTDN), cujo comando atualmente é exercido, respectivamente, por Cleyton Pinteiro e Nestor Valduga.
A coisa funciona simples assim. O promotor, sempre motivado por questões econômicas e promocionais (seria tolo pensar diferente), tem a prerrogativa de escolher onde quer fazer a sua prova. Se, de repente, eu me travestisse de promotor e quisesse realizar uma prova aqui onde moro, em Vinhedo, poderia tranquilamente tocar esse projeto para frente, até que ele se visse às voltas com a necessidade de aprovação por parte da instância competente.
O que a Stock foi fazer em Salvador? Há tempos que o publicitário Nizan Guanaes, presidente da holding ABC e um dos sócios da Vicar, manifesta seu desejo de ver uma etapa da categoria em seu estado natal. Já o jornalista Victor Martins, do site Grande Prêmio, revelou que a motivação foi a presença da Nextel, principal patrocinadora do evento, no mercado baiano desde 2008. Some-se a isso o real interesse demonstrado pelos governos do Estado e do Município (que bancaram a empreitada e/ou forneceram estrutura para tanto), mais o calor e a energia que emana da Boa Terra. Não lembro que ingressos tenham sido vendidos, anteriormente, com tanta rapidez como aconteceu para essa prova, da mesma forma que foi inédito, pelo menos para mim, ver ingressos sendo colocados à venda – e comprados – para ver as movimentações de pista por telões.
Composto o cenário promocional, vem a questão técnico-desportiva. Há de ter, obviamente, uma pista para realizar o evento, visto que se trata de uma corrida de automóvel. E foi justamente aí que muitos pecados foram cometidos. Se a prova entrou no calendário é porque a CBA aprovou a pista e, por aprovar, significa que o CTDN considerou que a pista estava adequada para uma corrida desse porte.
Ainda nessa tese de dois pólos principais, a promoção se revelou coroada de êxito. Números revelados pela Policia Militar da Bahia, segundo informação do site Tazio assinada pelo jornalista Bruno Vicaria, dão conta de que se reuniram 47.000 pessoas para ver a estréia da Stock Car e da Stock Jr, em Salvador. E poderia ter tido mais gente, não tivesse o próprio órgão de segurança pública recomendado, segundo Col revelou a Vicaria, para que fossem mantidos esses limites. O local onde foi montado o circuito de 2.724 metros (segundo dados da Cronomap, a cronometragem oficial), o Centro Administrativo da Bahia (CAB), resultou em uma “praça esportiva” muito bonita, aparentando, à distância, ser confortável para o público. Apesar disso, em nada lembrasse a centenária Salvador e sua história.
A simpatia e a boa receptividade da gente baiana foram amplamente comentadas ao longo da semana e não foram poucos os depoimentos – alguns até veementemente apaixonados, como o do jornalista Betto Delboux, no Twitter – sobre a grande divulgação, segundo ele, jamais vista em uma prova da categoria. A cidade se “vestiu” de Stock Car e a boa acolhida contagiou a todos os presentes, como diversos depoimentos assim comprovam.
Nos tempos do Kartódromo do Stiep, no Jardim de Alah, tive a oportunidade de cobrir provas em Salvador e também pude sentir esse jeito baiano de ser, que tanto encanta aos que àquela Terra chegam. Descobri, por exemplo, que o termo “isso é a porra”, dependendo da entonação do soteropolitano, tanto pode ser usado como elogio ou crítica. Descobri isso porque alguém disse que eu era “a porra” e fiquei um tempão sem saber qual era a intenção da frase. Selma Morais, então jornalista do A Tarde e hoje presidente da Federação de Automobilismo da Bahia, traduziu, certamente por gentileza a mim, como sendo o elogio. Mas esse cenário de recordações do final dos anos 80 ocorreu em meio a corridas de verdade. E ontem, tivemos corrida de verdade, tivemos automobilismo? Lamentavelmente a resposta é: Não!
A TV não mostrou e nem tive oportunidade de vê-la por outros canais, mas tenho a impressão de que a prova da Stock Jr., vencida por Cássio Homem de Mello (recordista absoluto de vitórias na categoria chefiada por Felipe Giaffone, agora com dez conquistas), tenha sido interessante. Em que pesem os acidentes, as pequenas dimensões dos carros preparados pela JL Racing se apresentam como mais adequados ao quase kartódromo do CAB. Mas ninguém deixou as praias da região e se deslocou ao local de trabalho do governador Jaques Wagner para ver os velozes carrinhos (sem nada de pejorativo no diminutivo, por favor) da Stock Jr. A multidão estava lá para ver os reluzentes e coloridos Stock Car e seus pilotos. Entre eles Cacá Bueno, o vencedor.
A pista se mostrou totalmente inadequada. Como os homens da Vicar e as CBA são extremamente experientes, a tese de que os problemas foram advindos do ineditismo da empreitada não merece crédito. Sim, foi inédito fazer uma prova de rua da Stock Car no CAB, mas quem o fez tem dezenas de anos no automobilismo. Sabem, principalmente os homens da CBA, que autódromo é uma coisa e kartódromo é outra. Sabem os responsáveis técnico-desportivos (incluindo-se aí a federação local) que fazer experimentações com chicanes em pleno desenrolar do evento não é profissional, que uma pista sem ponto de ultrapassagem só pode ser palco para desfile ou, como chamou o piloto Xandinho Negrão ainda na sexta-feira, “procissão”. Sabem, também, que bandeira amarela permanente em plena reta dos boxes é o antiautomobilismo.
Sim, evidentemente que essas medidas foram tomadas em nome da segurança, mas improvisadas porque Vicar e CBA se dispuseram a fazer uma corrida de Stock Car num local inapropriado. Quem foi lá, disse que a coisa funcionaria e chancelou a sua aprovação, certamente se equivocou, para dizer o mínimo. Foi criada a ilusão de que haveria uma competição em um local seguro e, nesse momento, algumas equipes computam os prejuízos materiais. Mas não é só isso. Há outro prejuízo, implícito, esse para a Bahia. Não vejo qual empresário da Boa Terra estaria motivado, nesta segunda-feira, a investir num autódromo permanente no Estado, visto que, para todos os efeitos, a cidade tem um “circuito de rua”, a ponto de o prefeito João Henrique Carneiro se animar a colocar Salvador e o seu “Autódromo do CAB” na lista de pretendentes à Indy 2010. Posso estar errado – e é bom mesmo que esteja -, mas o pleito dos automobilistas baianos por um circuito permanente recebeu um golpe mortal neste final de semana.
Para quem, ontem, comentava com o jornalista Ricardo Berlitz que dificilmente escreveria algo a respeito, estou me alongando demais. De todo modo, para encerrar, há de se separar as coisas. A promoção atingiu suas metas e a empresa promotora deve estar contabilizando lucros, afinal, ninguém entra numa maratona desse porte para perder dinheiro. Da mesma forma, a CBA festeja mais uma “praça esportiva” no Brasil, aprovada e homologada por ela. Mas, da mesma forma, Vicar e CBA pisaram na bola, pois foi “vendida” uma corrida de automóvel e, tendo em vista que isso não ocorreu, e essa “mercadoria” não foi entregue.




É a correria do dia a dia, acontece até com os bons. Mas o que seria do mundo se tudo fosse certinho. A cerveja geladíssima está sempre pronta. Lá na praia, inclusive. Beijos.
Que falta faz uma revisão, não é mesmo, Magalhães? Por melhor que se escreva, sempre pode ficar um errinho para trás. E você sabe disso. hehehehe!!! Mas a falha na redação não cousou nenhum empecílho à leitura e entendimento de minha opinião, certo? Então, beleza. Na próxima prometo revisar antes de enviar. Forte abraço, campeão!
Olá, Américo
Para quem gosta de automobilismo de competição, a prova foi péssima. A verdadeira prova ocorreu por ocasião dos treinos classificatórios onde aquele que largar na frente só será ultrapassado se quiser, desde qua não haja impravistos como foram vítimas Thiago Camilo e Ricardinho.
Para os leigos e estrategistas, foi um espetáculo. A Nextel para promover seu produto, para a Vicar alferir seu faturamento e para o pequeno público que pagou caro pelos ingressos restou assistir a um desfile em alta velocidade e não uma verdadeira competição.
Abraços
Luiz
Aonde voces viram corrida ? devo ter visto no canal errado….
nunca vi isso agora o mais importante nao é a corrida …e sim o evento….
axé !!
Américo,
O principal já foi dito aqui. Gostaria apenas de pontuar mais algumas coisas: 1) Foi apenas a primeira corrida de rua da Stock (leia-se, portanto, que nas próximas, se houver necessidade de chicane, ela será feita de cimento e com sensor logo cara. Fim do problema); 2) Como não houve corrida? Talvez as imagens transmitidas da prova tenham passado isso. Mas quem estava lá (na arquibancada) viu sim disputas, ultrapassagens, batidas. Temos um problema antigo de transmissão aí, confere? 3) É claro que o promotor deve lucrado. Isso não é um cargo político, é puro negócio. Mas quem trocaria de lugar com ele, com tanta dor de cabeça nesse negócio todo? 4) A pista é perfeita? Não, mas segundo vários pilotos, essa mesma pista pode melhorar! 5) Detalhe: quando a Fórmula Renault correu em Salvador na Cidade Baixa, exibindo os cartões postais da cidade, os boxes eram assaltados em plena luz do dia! Verdadeiros arrastões. Isso não aconteceu no CAB; 5) Como bem me disse Grunwald, “ser pedra é fácil, duro é ser vidraça”.
Só queria acrescentar que não estou vestindo a camisa da Stock Car ferroneamente (chegaram a me perguntar se eu era assessor da Stock, hahaha). Apenas acho que todas as praças deveriam se espelhar no modelo de promoção da corrida de Salvador (isso ajudaria muito o nosso automobilismo) e que a Vicar merece sim aplausos, pois fez acontecer. Está perfeito? Não, AINDA não! Mas porque, em vez de só criticar, não podemos também valorizar as ações inéditas? Eu mesmo achei que a corrida só teria sete voltas válidas e, no fim das contas, teve muito mais do que isso…
Olá Betto!!!
Grato pela participação e audiência.
Citei-o no texto de forma jornalística em razão de sua defesa ao evento, que também defendi. Achei que meu texto fosse claro nesse particular. Respeito sua opinião, aliás, como sempre fiz. Mas reitero que, para mim, não houve automobilismo, tecnicamente falando.
Abração e tudo de bom!
Em minha singela opinião, não deixo de lembrar que o esporte, bem como os interesses que o movem, são profícuos em proselitismo. É o que mais se vê, nas defesas de pontos de vistas antagônicos, como não poderiam deixar de ser, num esporte onde o ingrediente principal é a competição, cuja palavra não deixa dúvidas. Impecílios não existem, mas empecilhos é o que não falta para se organizar uma corrida de rua.
Quando um político diz que não deve nada à justiça, pois suas contas foram aprovadas pelo tribunal de contas, fica um gosto amargo na boca de qualquer um, afinal, à luz da lei, ele é 100% moral e inocente, mas à luz da lógica, não.
A meu ver, não se trata de assunto que mereça ataque ou defesa. Identifiquei com clareza que a matéria enaltece o show, a organização, a iniciativa, todos plausíveis, mas os compara com a parte técnica de uma corrida de automóveis. Em Salvador me parece que aconteceu exatamente isso, um belo show, com boa organização, mas que realmente deixou a desejar em termos de competitividade. Gincanas feitas às pressas e bandeira amarela compulsória por toda uma corrida não são ingredientes dignos de uma Stock Car, que merecia palco melhor. A falta de ultrapassagens e a decisão a favor de quem estava à frente na bandeirada, também deixam aquele mesmo gosto amargo de quem é obrigado a concordar, mas sabia que poderia ser diferente.
Disparar contra a CBA e CTDN sempre foi o passatempo preferido de nove entre dez envolvidos. E nesse tiroteio, quem perde é o esporte, que vem minguando, à guisa de interesses escusos e cartolas que se perpetuaram em suas federações, nem sempre entregando um “bom serviço”.
Foi muito bom a Stock ter ido ao nordeste, bom para o esporte, bom para o nordeste e bom para o público local, pena que ao mesmo tempo nossos autódromos caem aos pedaços. A transmissão de TV foi patética, monótona, desinteressante e desinformada. Salvador tomou o lugar de Londrina, como corrida mais chata do ano. Mas acho que mudanças poderão ocorrer em prol do esporte no próximo ano, porque o espetáculo, o show, a festa, foram muito bons.
Apesar de que posso afirmar que ano que vem a corrida da Bahia já possa ser disputada num autódromo, que poderá vir a ser, o melhor do Brasil.
Olá, Américo. O amigo sabe o quanto aprecio e respeito seu trabalho, mas, nessa oportunidade, vou discordar de duas coisas.
Primeiro: o fato de ter sido realizada essa prova em circuito de rua, não causa impecílio à construção de um autódromo em lugar nenhum, muito menos em Salvador. Na verdade, comprova ser desnecessário um autódromo para se realizar corridas. Autódromo nas condições que estão os nossos, são muito mais preigosos e taraem muito menos público do que o que possa ter sido considerado o que vimos em Salvador. Um lugar lindo e que, embora não deva ter sido projetado para isso, reune ótimas condições. Acesso fácil para o público, espaço de sobra para acomodar as quase 50 mil pessoas presentes… Fui muito legal. O povo baiano gostou e é isso o que interessa. Retorno de satisfação pelo que pagou e viu. Bem, ao contrário disso, vejamos o Autódromo Internacional Nelson Piquet, no Rio de Janeiro, que já foi palco de provas da F1, Indy, Mundial de Moto e tantas competições históricas, hoje é um cenário de dar dó. Tanto pelo estrago que faz ao coração de quem gosta e vive de automobilismo (meu caso e de muitos outros – vc inclusive) e também o rombo nas contas públicas, pois é um patrimônio do povo, largado ao relento, apodrecendo, desvalorizando, uma sucata. E assim também estão vários outros que vou preferir não enumerar para não perder tempo falando do que todos já sabem (e até escrevi na Revista StockShow ed.#21, que foi colocada em circulação na grande festa de Salvador). Corrida de rua tem calor humano durante toda a preparação do evento e isso contagia a população. Quem gosta e quem só aprecia tem oportunidade de vem a movimentação da cidade e incorpora o espírito. Tinha gente falando em Sport Car, istoque carro… Isso é muito positivo para os patrocinadores e, portanto, para a categoria. Que sem promoção, não sobrevive. Já vimos muitas falirem por conta a mentalidade restrita em relação ao marketing. Não são apenas as ultrapassagens que fazem uma prova ser elogiada.
E, assim sendo, vamos em frente. Vamos ao segundo ponto: Corrida da Stock Car sem ultrapassagem não se dá por causa de circuito travado, de pista estreita ou apertada, e sim porque o regulamento estabelece condições que geram muita competitividade, e como as equipes e pilotos da categoria são extremamente profissionais, essa igualdade de condições faz com que se ande em fila indiana até mesmo em Interlagos, como já cansamos de ver. Motores iguais, freio igaul pra todo mundo, pneus, aerodinâmica… O que faz diferença é o acerto que uns pegam rápido e outros padecem. Em Londrina para passar é um inferno, Tarumã e Campo Grande já não fazem mais parte do calendário (pode ser que Campo Grande volte em 2010 se as obras forem executadas em tempo. Caruarú e Fortaleza têm pistas curtas e estreitas e são cotadas a receber a categoria. Já recebem a Truck. Imagina se tem comparação em tamanho. Então, amigo, se pensarmos bem, veremos que é muito melhor uma procissão no circuto do CAB com toda a promoção que gerou para a categoria, do que meia duzia de passadas na marra em Interlagos com o povo e a mídia da cidade, desculpa o termo, cagando e andando para o evento. Afinal, lá tem Fórmula 1.
Para terminar e não acabar de encher o seu saco, eu acho melhor ser cabeça de sardinha do que rabo de baleia. Melhor uma baita promoção, que gera retorno e com isso recursos financeiros, numa corrida de rua, do que o quase nulo efeito de uma prova numa pista que a cidade não encampa.
Salve, salve os Orixás e que os Santos protejam os que têm idéias e que as tornam realidade. Que sejam realizadas corridas pelas ruas de Belo Horizonte, que voltem Florianópolis e Vitória, que a Indy aconteça em Ribeirão Preto e muitos outros circuito de rua seja criados. Ah! E o mais importante: que os governos e governantes tomem vergonha e reformem os nossos autódromos, pois a maioria está em condições deploráveis.
É isso, amigo, nessa eu discordei. Fica para uma reflexão. Forte abraço e boas novas, sempre.
Kaká, querido Amigo
Um honra sempre renovada contar com sua audiência e participação. Acho, porém, que não discordamos. Talvez, por falha minha, não tenha sido claro o suficiente em meu texto. Não critiquei a promoção, o evento, muito pelo contrário. Pensei ter dados os devidos créditos ao trabalho realizado. Só reitero a minha opinião sobre a corrida, que tecnicamente não existiu, e a preparação do circuito foi amadora, traduzida pelos experimentos com chicanes em pleno desenrolar do evento. E, para mim, bandeira amarela permanente é o antiautomobilismo. Só isso. Evento, 10! Automobilismo, nem tanto.
Super Abraço e tudo de bom!
Perfeito Américo!
Não tivemos corrida mas, sinceramente, não vi nenhuma outra cidade abraçar a Stock como foi em Salvador (estive lá). A pista é muito estreita e não permite ultrapassagens, mas foi fantástico do ponto de vista promocional. Para quem sempre tem autódromos vazios, não importa em que categoria, Salvador foi um exemplo.
O problema é que ninguém fala da parte boa. Só querem meter o pau! E, pra mim, isso não é jornalismo. Tem que falar a verdade. O bom e o ruim.
Pro ano que vem, já com a experiência, a CBA deve criar um novo traçado. E garantir um bom espetáculo para o espetacular público.
Abraços,
Olá Marcos
Obrigado por sua participação. Então, estamos de acordo, pois também destaquei os pontos positivos da promoção.
Abração e tudo de bom!
Grande Américo, tudo bem?
Quanto aos seus comentários sobre a prova, tenho algumas coisas a ponderar.
1 – O título do texto que enviei era: “STOCK CAR: Pilotos precisarão da ajuda de todos os santos na Bahia”
E o subtítulo: “Allam Khodair e Ricardo Sperafico foram os mais rápidos do dia. Para Alceu Feldmann, quem der duas voltas sem tráfego largará na frente”
2 – Se ler o texto, perceberá que não foi no sentido de “proteção de todos os santos” porque a pista era perigosa. E sim que a sorte era mais que necessária, em virtude das diversas interrupções dos treinos.
Aliás, a primeira frase do texto é: “No automobilismo o fator sorte tem que estar sempre ao lado do piloto para que ele alcance bons resultados”.
3 – Na opinião do piloto que assessoro, Alceu Feldmann, a tomada de tempos seria uma loteria, por isso, utilizei esse “gancho” no texto.
4 – Corridas de rua sempre foram e sempre serão de difícil ultrapassagem. E automobilismo não é só ultrapassagem. É habilidade dos pilotos e dos engenheiros, na busca por um bom acerto para classificar bem.
5 – Acho muito positivo abrir novos mercados. A mídia deu apoio total, bem diferente de outras cidades. Em São Paulo, por exemplo, os grandes jornais às vezes ignoram a Stock Car…
Grande abraço e parabéns pelo blog.
Olá Américo,
Sempre acompanho suas reportagens, mas tenho que discordar de você completamente. Muito tempo que não tinhamos uma emoção dessas no quesito automobilismo no Brasil, praça lotada, segurança, show de corrida.
Acompanho muito as corridas na Europa, Austrália, e fico impressionado com o trabalho de nossas equipes no Brasil, agora, fizeram. Pois foi uma corrida de rua de primeiro nível.
Parabéns aos organizadores e pessoas envolvidas, CBA, Vicar, etc. poucas são capazes de realmente fazerem as coisas acontecerem. Segurança em primeiro lugar, e o espetáculo foi garantido.
Salvador merecia… e o Brasil também.
Abraços
Olá José Maurício
Fico contente que você acompanhe minhas matérias e pela sua forma positiva de ver evento. Reitero apenas que, embora o evento tenha sido de fato muito bom, não existiu, no meu entender, uma corrida de verdade. O legal é que não sou dono da verdade e estamos aqui justamente para trocar idéias, de forma respeitosa, como você o fez.
Tudo de bom e obrigado pela audiência!
Eu não havia ponderado desta forma a questão da prova de rua ter representado um golpe à eventual pretensão de se construir um autódromo na Bahia. Algo a se pensar, de fato.
E Pedro Rodrigo tem razão ao expor que a tendência é de mudanças e correções para uma eventual volta da categoria a Salvador. É por isso que todos torcemos. Gostamos de automobilismo, gostamos da Stock Car e é justamente por isso que vemo-nos frustrados com a falta de competitividade da prova de ontem.
Como evento, não há dúvida nenhuma, foi ótimo.
Olá Luciano, tudo bom!
Em seu corajoso texto publicado ontem, “Hoje deu vergonha”, você escreveu: “Louvável todo o trabalho da Vicar pela realização de um inédito evento baiano, é necessário que se frise. O esforço pode culminar, em futuro nem tão distante, na construção de um autódromo em Salvador. Isso serviria para nos livrar do ridículo de um desfile em praça pública como o que vimos hoje. O evento que entrou para a história da Stock Car, como se anuncia, também manchou a história da categoria”.
Espero, realmente, que você esteja com a razão. Eu, infelizmente, não vejo com o mesmo otimismo a questão do autódromo na Bahia. Para mim, esse anseio baiano foi ontem sepultado antes de a primeira pedra ser colocada.
Abração!
Américo, acho que o espetaculo para o publico de Salvador foi otimo. Faltou competição faltou um pouco. Porem a ideia de fazer em Salvador foi cumprida. Alguns erros como não podia deixar de acontecer pois foi a primeira. Lembresse na primeira corrida em Vitoria feita por nos tambem pecamos em muitas coisas mais no passar dos anos melhoramos. Acho que nos proximos anos eles irão melhorar cada vez mais. Como show valeu demais. Dou votos de sorte para o Col e a STOCK volte o ano que vem pra la. Outra coisa, a quantidade de publico deve estar equivocada, pois em Vitoria a media de publico era de 90 mil, chegamos a ter 120 mil pessoas. Nas imagens da TV Globo parecia estar lotado, por isso acho que teve mais gente.
Abraço velhinho otima matéria.
Olá Pedro, obrigado pelo comentário. Segundo matéria publicada no site Tazio, assinada pelo jornalista Bruno Vicaria, o número de ingressos colocados a venda foi mantido nesse patamar a pedido das autoridades de segurança pública justamente em nome da segurança.
Tudo de bom!