Por Americo Teixeira Jr. – Fotos Stock Car/Vicar – Em que pese classificar o acidente de Pinhais como uma fatalidade, sem culpados e com todos os procedimentos cumpridos de forma correta, o diretor geral da Vicar e promotor da Stock Car, Maurício Slaviero, é de opinião de que “precisamos buscar melhorias e maneiras de evitar acidentes, independentemente do tipo”. Para tanto, revela que já há uma troca de ideias em conjunto com CBA, equipes e pilotos em função dos acontecimentos da etapa paranaense.
Descartou que o acidente tenha tido a contribuição do item do regulamento que estabelece o retorno do carro aos boxes por meios próprios. “Naquele local ninguém está tentando voltar para o box, mas sim tentando sair da pista, o que o Thiago [Camilo] não teve tempo de fazer. O carro dele estava apagado, nem teria conseguido voltar para box, mesmo que quisesse, o que não era o caso no momento”.
Para o promotor, “é impossível evitar 100% acidentes como esse, importante também lembrarmos que o automobilismo é, sim, um esporte de risco, e ele [o risco] esta presente sempre. Não temos como eliminá-lo 100%, mas temos de trabalhar para buscar minizá-lo”.
São as seguintes as medidas de segurança que estão sendo estudadas e explicadas a seguir por Slaviero:
NOVA LUZ INTERNA
“Talvez incluir mais uma luz interna no safety light, só para carros lentos, além da amarela e vermelha já existentes”
CANAL DE COMUNICAÇÃO
“Rádio de comunicação entre direção de prova e equipes (não com pilotos porque isso poderia atrapalhar a pilotagem)”
ZONA AMARELA
“Talvez estabelecer a “zona amarela”, como a DTM esta fazendo desde Zandvoort, onde os pilotos são informados de acidentes ou carros lentos em determinado trecho e, portanto, têm de passar por ele em velocidade limitada, 80/100 km/h, e monitora por GPS”
SPOTTER
“Em algumas pistas o spotter também poderia ajudar, mas em outras, isso fica prejudicado”
MAPA DE LOCALIZAÇÃO
“Talvez um sistema ligado à cronometragem que mostre as posições dos carros na pista e avise os trechos com risco (seja com bandeira amarela, branca ou até mesmo vermelha). Esta tela estaria em um dos canais de TV e informações de bandeiras e riscos seriam mostradas na página da cronometragem, como já se faz hoje para informar punições, por exemplo. Neste momento, equipes podem mudar para o canal do mapa e saber o local exato do risco e, assim, passar a informação aos pilotos, reforçando a comunicação já dada através das bandeiras de pista”
