RUBENS BARRICHELLO, GP 300: PARABÉNS!

Por Américo Teixeira Jr. – Rubens Gonçalves Barrichello, 38, comemora neste final de semana o seu 300º Grande Prêmio de Fórmula 1. Uma marca histórica e sem paralelo na categoria. Tão especial que a chance de ser superada em médio prazo é nenhuma. Tanto isso é verdade que, se Barrichello resolvesse parar na segunda-feira, Michael Schumacher precisaria correr até o final de 2012 para chegar perto.

Mais importante que os números, porém, é a sua trajetória até eles. Quando o filho d D. Idely e Rubão resolver contar em livro o caminho percorrido para chegar à Fórmula 1, certamente a obra vai se transformar em manual para muitas futuras carreiras, tão grandes foram os sacrifícios. Mais do que isso, servirá de Norte para qualquer objetivo profissional ou de vida, pelo exemplo.

A sabedoria do esporte ensina que integrar o mundo da Fórmula 1 é algo muito difícil mas, certamente, permanecer nele é muito mais complicado. E foi justamente a sua capacidade de se reinventar nos momentos de crise que o projetou sempre com mais força para o seguinte, invariavelmente de sucesso.

Não adiante dizer que Barrichello fala muito ou que, às vezes, precisa ficar quieto. Ele é assim e vai continuar sendo. Ele tem uma coisa dentro de si que é a espontaneidade e a emoção. Sempre foi assim e nos tempos do kart já não segurava a língua e as lágrimas. Sempre foi muito verdadeiro.

Viver na Ferrari, com as limitações quer todos conhecemos, deve ter sido o pior dos mundos, um martírio, visto que nunca entrou na pista para perder. Esteve envolvido em episódios dantescos, sim, mas totalmente contra a sua natureza competitiva e transparente. Se optou por enfrentá-los foi porque considerou necessário e ninguém esteve na pele dele para julgar se fez certo ou errado.

Essa transparência, em alguns momentos, rendeu-lhe críticas. Mas foi justamamente essa característica que lhe valeu uma popularidade traduzida nas homenagens recebidas hoje em Spa. Um termo que se usou muito durante o dia foi que “o paddock inteiro esteve presente” e isso ocorreu, em grande parte, pelo fato de o neto do Seu Rubens ser um “livro aberto”.

E é com toda essa experiência e paixão que Rubens Barrichello continua circulando na Fórmula 1. E se levarmos em conta a velocidade e competitividade que ainda tem, mesmo passados 300 Grandes Prêmios, certamente vai continuar por muito tempo. Tem uma garra e uma vontade que são impressionantes, mesmo para os que estão por perto. Eu conheço esse moço desde o kart e posso assegurar, ele sempre foi assim. PARABÉNS RUBINHO!!!

A estréia de Rubens Barrichello na Fórmula 1 ocorreu no Grande Prêmio da África do Sul de 1993 (Foto LAT/Williams, Kyalami, março de 1993)

4 Comments

  1. J.E.Avila 30 de agosto de 2010 at 15:11

    Parabéns Rubens,Rubão & Cia.
    Espetacular feito,espetacular carreira,espetacular perseverança.
    É o nosso primeiro representante da era “executivo da F.1”.
    …,em tempos de mundo globalizado e corporativo,ser executivo de uma multinacional da F.1, é um grande objetivo de carreira…!!!
    Abs,
    J.E.Avila

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  2. Flavio Perillo 30 de agosto de 2010 at 8:14

    Se precisar de gente para contar histórias do menino Rubens, conte comigo.
    Outro que tem bastante história sobre ele é o Professor Carpinelli.
    Viajamos muito com a garotada daquela época para as provas do Paulista de Kart.

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  3. Luciano Monteiro 26 de agosto de 2010 at 22:46

    Quem será que vai escrever o livro da história do Rubens?…

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    1. Américo Teixeira Jr. 26 de agosto de 2010 at 22:50

      Serão vários autores e vários livros, certamente. Eu, por exemplo, conheço um cara que já esta escrevendo um.

      Reply

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