Roger Penske nasceu no dia 20 de fevereiro de 1937 na cidade de Shaker Heights, estado norte-americano de Ohio (Foto John Cote/IndyCar)
Roger Penske nasceu em 20 de fevereiro de 1937 na cidade de Shaker Heights, Ohio, USA (Foto John Cote/IndyCar)

CX5RQgxWcAAwz7PPor Américo Teixeira Junior – Seria petulância de minha parte dizer que convivo com Roger Penske. Ele, para mim, é como o Silvio Santos. Aquele cara que basta chegar num lugar, mesmo sem dizer uma palavra ou ser anunciado, para que todas as atenções se voltem para ele. Digo isso porque já estive com os dois e, de fato, tudo para para na presença desses senhores.

Mas diferentemente de Silvio Santos, com quem estive uma única vez, meu trabalho com Helio Castroneves tem me permitido estar com Roger Penske em diversas oportunidades e, inclusive, com algumas rápidas conversas. Trata-se de um senhor gentil, educadíssimo e de poucas palavras. Nem precisa, pois as pessoas que estão ao seu redor no ambiente de automobilismo, esmagadora maioria há muito tempo, entendem suas mensagens pelo olhar.

Eu, obviamente, não tenho esse privilégio. Mas, confesso, mesmo na minha busca de ser um assessor “invisível”, tento estar por perto toda vez que Roger Penske fala alguma coisa. Uma dessas, em particular, faz com que eu me sinta muito feliz toda vez que tenho a oportunidade de participar. É na manhã da Indy 500, quando ele reúne todo mundo na garagem para desejar um “boa sorte”.

Se eu, que nem funcionário da Penske sou, saio dali com o humor e motivação renovados, imaginem aqueles caras que, efetivamente, colocam a “mão na massa”? Só que há um detalhe a acrescentar. Essa fala não é algo isolado, mas o complemento de uma rotina, pois eu não conheço ninguém com a capacidade de Roger Penske em motivar.

É importante que se diga, porém, que Roger Penske motiva menos pelas palavras e mais pelas atitudes. Uma vez, numa entrevista, o Gil de Ferran me disse que se sentia envergonhado em se sentir cansado ao lado de Roger Penske, tamanha a energia desse senhor que completará 79 anos em 20 de fevereiro.

Durante o julgamento de Helio Castroneves, piloto e dono de equipe falavam rigosamente todos os dias e quando saiu o veredito unânime de inocência para o brasileiro, o carro #3 já estava montado em Long Beach e um avião de Roger Penske já estava no aeroporto de Miami para levar Castroneves à retomada de sua carreira.

Roger Penske não tem frescuras. Atende todo mundo quando pode e é absolutamente diferente de algumas pessoas do automobilismo, que preferem se rodear de dificuldades – e dificultadores – para evitar algum contato direto.

Uma vez, um jornalista brasileiro me procurou querendo falar com Roger Penske durante uma corrida. Era algo pontual, mas que precisava ser gravado. A conversa começou com um “eu sei que é quase impossível …”, mas não foi. Levei o colega para a porta do escritório da Penske e consultei o assessor do time, o Merrill Cain, que simplesmente disse: “Ele já está saindo, espere aí que ele já vem”.

O jornalista, que aparentou estar incrédulo com aquele papo inicial, ficou mais bem impressionado ainda quando Roger Penske apareceu. Fiz as apresentações e o team owner, em lugar de colocar alguma dificuldade, simplesmente respondeu: “Yes, of course”. E lá, de pé diante do escritório de sua equipe, concedeu a entrevista – sempre primando pela capacidade de síntese – e deixou uma impressão das mais positivas.

Há algumas outras histórias legais, não exatamente comigo, mas que presenciei ou fiz parte. Mas aí seria entrar numa particularidade que não me sinto no direito de invadir. De todo modo, uma certeza existe, a de que Roger Penske tem a capacidade de, por sua postura, ampliar o já gigantesco leque de admiradores que possui. E, todos, de alguma maneira, sentem-se felizes também nesta data, quando Roger Penske é o anfitrião das comemorações dos 50 anos do Team Penske.

Congrats, The Captain!

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Liderando as orações do team #3 antes de uma corrida do circuito de IndyCar (Foto Chris Owens/IndyCar)

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