07032009_brawngpRoss Brawn assumiu a equipe Honda, manterá as atividades sob o nome Brawn GP e confirmou os pilotos Rubens Barrichello e Jenson Button, que alinharão já na primeira prova do Mundial, o Grande Prêmio da Austrália. Esse foi o desfecho bem positivo de um período de incertezas no qual nunca esteve descartada a pura e simples extinção daquela que foi um dia a equipe oficial da Honda.

Mas enquanto os acontecimentos se desenrolavam, os Leitores foram bombardeados durantes meses com notícias de todos os calibres, muitas delas, amparadas por “uma fonte que não quis se identificar”, não passaram de idiotices completas. Então, fica uma pergunta: Por que, nós jornalistas, prestamo-nos a esse papel em alguns momentos até ridículo de propagar informações falsas ou sem fundamento?

Não há como ignorar a verdade dos fatos. A Fórmula 1 foi e continua sendo a grande vitrine do automobilismo, logo, é formada de milhões a legião de aficionados que diariamente busca informações sobre a categoria de Bernie Ecclestone, mesmo que o “esporte” preferido da Fórmula 1 pareça ser o de esconder informação.

Seguindo essa tendência, muitos espaços se dedicam a cobrir prioritariamente a Fórmula 1 com extrema qualidade, só que em muitas das vezes se vêem expostos a situações pouco confortáveis. Mas isso não é justificativa para a avalanche de besteiras que assolou o noticiário recentemente. Sem ter a resposta definitiva, acho mesmo que precisamos entender que o Leitor não é um saco aberto para receber tudo o que se refere à Fórmula 1.

“Sé o notícia sobre Fórmula 1, publique porque o Leitor gosta”. Não é bem assim. As ferramentas de comunicação tornaram nossos Leitores mais exigentes e eles poderão nos abandonar quando perceber que estamos jogando, goela abaixo, qualquer tipo de coisa, às vezes até menosprezando a sua inteligência.

E no paralelo a isso tudo, há um universo fervilhante de acontecimentos que é o automobilismo brasileiro. Penso mesmo que muitos espaços mal utilizados com absolutas irrelevâncias sobre o mundo da Fórmula 1 poderiam ter sido ocupados com matérias densas sobre nosso esporte local. Ou passamos a entender que o Leitor é muito mais do que um mero receptor passivo eu vamos acordar um dia e perceberemos que ele, o Leitor, foi-se.

5 COMENTÁRIOS

  1. O cerne desse problema é que o jornalista “especializado” de hoje não produz conteúdo algum. Prefere traduzir e copiar as noticias de sites internacionais (as quais, obviamente não tem como checar), do que ter de arregaçar as mangas e trabalhar “de verdade”.

    Como quase ninguém dedica-se aos automobilismo nacional e, portanto, quase não há de onde se “chupar” as notícias (tem veículo “importante” por aí que não escreve um linha sequer, só publica releases alheios e é “o tal”), para não dar W.O. acabam publicando qualquer sandice originada de mero exercício de advinhação.

    E quando dá sorte de ver confirmada a “previsão” (mero chute) sai jactando-se por aí que é o cara mais bem informado do pedaço!

    Como sempre, Américo, concordo em gênero, numero e grau com você.

  2. Américo, besteiras sobre a Fórmula 1 sempre teve. E com relação à colocar notícias do esporte local, sabes muito bem que são pouquíssimos que acessam os veículos especializados em busca de “Paulista de Marcas”, “Gaúcho de Endurance”, ou até mesmo de Fórmula Truck.

    Besteiras vão continuar rolando e muita gente vai continuar publicando. O grande problema de nós, jornalistas, é de justamente cruzar as informações que recebemos antes de publicá-las. Na era da internet, então, qualquer “fofoca” é publicada e depois, quem sabe, analisada.

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