Alex Tagliani e Sam Schmidt na foto oficial da pole position para a Indy 500 (Foto JIM HAYNES/IRL)

Classificada como “surpresa” pelo ineditismo da circunstância para piloto e equipe, a pole position da Indy 500 conquistada pelo canadense Alex Tagliani, com o Dallara Honda da Sam Schmidt Motorsports, veio sendo anunciada ao longo da semana. Mas ao mesmo tempo em que a velocidade do conjunto foi se reafirmando desde o dia 14, a verdade é que se constituiu no carro que menos andou. Isso deixa uma pergunta no ar: Tagliani tem um carro acertado para a corrida?

No cômputo geral dos oito treinos livres que antecederam as atividades do Pole Day, nenhum piloto andou menos que Tagliani. Foram exatas 76 voltas cronometradas pelo circuito oval de 2,5 milhas, sem ter usado uma única vez sequer o carro reserva. O segundo com menos voltas acumuladas foi o estreante J.R. Hildebrand, que somente com o carro titular nº 4 da Panther Racing completou 92 voltas, que somadas às 16 com o modelo T, perfazem 108 voltas.

Não houve, pelo que se depreende da análise dos treinos livres, nenhum acumulado de voltas com tanque cheio, nenhuma simulação parcial de corrida, ou mesmo jogo de vácuo com o outro carro da “casa” Sam Schmidt, o do inglês Jay Howard, com o carro preparado em parceria com a RLL Racing.

Está, pois, constituída uma das grandes incógnitas do grid da Indy 500 do próximo domingo, no Indianapolis Motor Speedway. Que o carro é rápido, está aí a pole que não deixa dúvidas, mas daí a ser um carro em condições de vencer a Indy 500, essa é outra história.

 

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