A escalada da pandemia e a crise econômica são enormes obstáculos para um esporte que foi marcado por superação em 2020

Por Américo Teixeira Junior

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O Ano Novo chegou e deixou para trás o tenebroso 2020. Neste, o mundo virou de cabeça para baixo e automobilismo passou apertado. Apesar de demonstrar capacidade de superação para realizar eventos, quando tudo conspirava contra e fazia supor até a ausência total de corridas, é fato que o setor terminou gravitando entre falta de receita e prejuízos reais. E isso não se aplica apenas às categorias e participantes, mas também aos diversos negócios que gravitam no entorno do esporte.

Guardadas as óbvias proporções, dificuldades semelhantes foram verificadas em atividades de âmbito mundial, nacional e regional. Mesmo alterados, os calendários foram cumpridos de alguma forma, mas o preço dessa “ousadia” foi cobrado. Praças tiveram de ser renegociadas, assim como compromissos com televisão, patrocinadores e fornecedores. Receitas de público e áreas de hospitalidade desapareceram, ficou no papel o amplamente usado “marketing de relacionamento”. Acresceu-se a despesa com testes para detecção do coronavírus e equipamentos de segurança individual.

Apesar da eliminação ou revisão de importantes fontes de recursos, realidade essa que se somou a esforços significativos para reduzir despesas, fato é que compromissos financeiros tiveram de ser assumidos para que as corridas fossem realizadas. Às incertezas do primeiro semestre de 2020, houve um acúmulo de competições entre julho e dezembro, com pequenas distâncias entre uma e outra. Tudo isso fez os balanços terminarem no vermelho em 2020 – ou muito próximo disso.

O desafio de fazer automobilismo em plena pandemia foi encarado de frente e vencido. Mas mesmo os vencedores de batalhas saem feridos, alguns destes com gravidade insuperável. Só os obstáculos de 2021 – e eles existirão, certamente – poderão dividir o esporte a motor em dois segmentos bem distintos. De uma lado, aqueles que ainda possuem lastro paras continuar enfrentando as dificuldades. De outro, os que, para cruzar 2020, usaram até o último suspiro de sua capacidade de sobrevivência, sendo impossível continuar no Ano Novo.


Capa/Destaque – Stock Car – Foto DUDA BAIRROS (Londrina, PR, 13.09.2020)

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1 COMENTÁRIO

  1. Mesmo com a crise financeira e a pandemia estamos sobrevivendo e superando essas dificuldades, mas o pior estar por vir, nosso TEMPLO esta ameaçado pela insensível administração, que deveria ser feita pela Secretaria de Esporte, porém, quem tem o controle e a Secretaria de Turismo.

    O espaço que foi criado com grande dificuldade para ter como referência um dos melhores autódromos do mundo, passa a ser gerenciado por quem não tem nenhuma ligação com o esporte a motor, não conhece a história do autódromo, relegando a um segundo plano o esporte a motor.

    Dia 7/01/21 haverá a distribuição das datas que restaram livres no primeiro semestre ou seja o AUTOMOBILISMO VIVERÁ DO RESTO DAS DATAS no primeiro semestre, pois o segundo semestre e destinado a F1, Lollapalooza e shows de rock, sem contar que teimam em rasgar a Constituição Federal e a Lei do Desporto.

    UNIDOS SEREMOS FORTES E VAMOS BOTAR ORDEM NA CASA DANDO AO NOSSO TEMPLO AS CORRIDAS QUE O TORNARAM FAMOSO.

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