barao1Por Americo Teixeira Jr. – Sob os olhares de D. Juzy Fittipaldi e do fotógrafo Miguel Costa Jr., eu cometi uma gafe diante de Wilson Fittipaldi, o Barão, que desde o início da madrugada de hoje não está mais entre nós.

Lá estava eu, no apartamento do casal no Rio de Janeiro (num condomínio da Barra cujo nome não me lembro) para cumprir uma pauta criada por mim mesmo. Entrevistar para a Motorsport Brasil, então revista da CBA, o patriarca de todos nós. Era 2004.

Assim como muitos, cresci grudado na Jovem Pan ouvindo Wilson Fittipaldi e Domingos Piedade nas transmissões da Fórmula 1. Foi essa rotina que me fez um “rato” de rádio, perambulando por emissoras para ver de perto aquela magia.

Então, sentado naquela varanda, diante do mar, e olhando para aquele senhor, o retrato de uma vida de sonhos de um adolescente passou pela minha cabeça. Travei. Travei e chorei. Quer coisa mais ridícula do que um jornalista chorar diante de um entrevistado?

Pois chorei diante do Barão Fittipaldi, pois aquele momento representava muito para mim. Ele, um gentleman, sorriu, esticou a mão em direção à minha e, naquele silêncio, deu-me muito apoio. Recuperei o fôlego, pedi desculpas reiteradas e fiz uma entrevista que cala fundo, até hoje, na minha alma e no meu coração.

Foto Nobres do Grid

11 COMENTÁRIOS

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  2. Assim como o Americo citou, eu também tive a honra de um dia estar frente a frente com o Sr. Barão no nosso templo de automobilismo, Interlagos, o original, sem as mudanças da era Senna.
    Ainda adolescente, aprendi a amar o automobilismo e o radio, ouvindo, Barão e Piedade, narrando Formula 1.
    E o que mais me chamava a atenção era o Narrador, tendo um filho super competitivo e as vesperas de se tornar campeão, ser imparcial.
    Emotivo sim, torcedor e manipulador, como temos hoje, jamais.
    Com Emerson na pista, jamais deixou de exaltar as qualidades de um então jovem piloto austríaco, Niki Lauda, de quem me tornei um grande fã. Assim como Ronnie Peterson, François Cevert, Clay Regazzoni e tantos outros.
    Foi um Mestre em narração automobilistica, e em quem me inspirei, para um dia, que sequer eu sonhava que chegaria, ao trabalhar em uma emissora de radio, e que também graças a outro Mestre de comunicação Oswaldo Tassi, enfrentei o desafio de trazer para a emissora o esporte a motor. Em Interlagos conheci muitas pessoas, pilotos, federação, jovens colegas de impressa, escrita e falada, televisão, era só para a F 1 e olha la. E entre tantos, tive o prazer do conhecer o Barão.
    É uma grande perda, para o automobilismo e para o rádio, deixo meu Adeus, e um grande abraço à Familia Fittipaldi, e que Deus os abençoe.

  3. Americo…

    Nao sei quem eh voce, ou o que fez ou ainda de sua importancia para o automobilismo, se eh que existe algo!

    Eu nao estou aqui comentando para ataca-lo, pois realmente nao sei de sua importancia para o automoblilismo, MAS… Eu quero escrever para falar sobre o Barao, o qual tive o prazer de conhece-lo na Radio Jovem ao final de 1978, levado que fui por meu professor e mestre Herodo Barbeiro, quando trabalha naquela estacao de radio.

    Eu conhecia BEM o Barao, porque eu tambem o seguia pela Radio Jovem Pan desde 1972, junto com o fantastico Domingos Piedade!

    Eu sempre o seguia, porque tirava o som da TV e colocava o som da Radio Jovem Pan, porque o mestre do jornalismo esportivo a motor, tinha sempre muito a acrescentar e os comentarios de Domingos Piedade eram cirurgicos e precisos, sempre!

    Em 1978 quando eu era estudante de um curso preparatorio para entrar em um universidade, tive o prazer e a felicidade de conhece-lo pessoalmente. Percebi logo de cara que o Barao era uma legenda viva no automobilismo desde aquela ocasiao. Eu era desenhista e levei a ele algumas das criacoes minhas em termos de Formula 1 e ele percebeu minha habilidade para isso. Ele prometeu-me intermediar um estagio na fabrica da Fittipaldi na F-1. Eu encontrei o Barao por mais 2 vezes e minha vida tomou um outro rumo que me afastou do automobilismo, como meio de vida.

    Mesmo a distancia, por opcao de vida que fiz, nunca deixei de acompanhar o automoblilismo com o Barao narrando! Eu creio que agora os “jornalistas” se colocam como donos do cenario, se auto-colocando como “deuses” acima do espetaculo, por terem o poder de formar opiniao, ou melhor manipular a opiniao publica, como hoje se percebe nos meios de comunicacao de massa em geral!

    O Barao era do tempo que o jornalismo nao era o espetaculo acima do espetaculo, que imprensa brasileira se coloca hoje, ele descrevia o espetaculo e narrava a historia como ela acontecia!

    O Barao era o Jornalista! Era o homem que transmitia a historia e deixava o ouvinte imaginar o cenario como se estivesse assistindo uma corrida in loco! Ele tinha esse poder!

    Eh uma pena que Jornalistas como ele nao existem mais e provavelmente nunca mais existirao! Sinto tambem que o automobilismo no mundo todo, nunca mais serah o mesmo, porque esse se transformou num business e nao eh mais um esporte!

    Morre o Barao e com ele, para de bater o coracao do automobilismo brasileiro e tudo o que sobrou dele, em uma epoca aurea onde existia o verdadeiro esporte a motor!

    Descanse em paz Barao e obrigado por tudo!

  4. Dá esse gostinho pra gente Ámerico… Republica! A epoca lí na revista da CBA, mas acredito que muitos não leram, ou se como eu leram, vai ser muito bom recordar. Principalmente agora que estamos todos muito tristes com a partida do eterno Barão!

  5. Américo, boa noite.

    Você que tanto faz e fez pelo automobilismo quando estava à frente da saudosa Motorsport Brasil sabe muito bem o papel que o Barão teve para o automobilismo brasileiro. Dele saiu a CBA, hoje tão perdida quanto o cãozinho que cai do caminhão de mudanças… Foi mudança que o Barão preconizou, brigando com o então todo poderoso ACB. Nunca nada tão atual não é mesmo?

    Guardo com especial carinho esta edição onde o Barão fala de meu meu, também jornalista, que o chamou para fazer uma página sobre automobilismo na saudosa Última Hora onde era, na época, editor de esportes.

    A publicação da entrevista no Diário Motorsport é uma justa homenagem ao grande lider do clã Fittipaldi.

    Um abraço

    Claudio Paes Leme

  6. Republique a entrevista em manchete aqui no Diário Américo. Muita gente que não leu terá nova oportunidade e os que leram, certamente lerão de novo.

  7. Américo,

    Pena que o Brasil não chora os seus ídolos. O Barão foi sim, nosso ÍDOLO! Deu a largada para tudo de automobilismo que foi realizado para nós, em solo brasileiro e no exterior.

    Obrigado BARÃO!!! Que Deus proteja sua alma.

  8. Um jornalista GENTE se emociona sim diante de certas situações e eu entendi perfeitamente os porques da sua emoção. Te admiro muito caro amigo Américo! Saudades!!!

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