Mudanças no tradicional formato do IMSA Roar Before the 24 deram vida para um dia que, antes, era fadado ao esvaziamento

Por Américo Teixeira Junior

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O IMSA WeatherTech SportsCar Championship terá início no próximo sábado, 30, com a realização da principal prova do calendário, a Rolex 24 at Daytona, e a pole position já está definida desde o último domingo, 24, em favor de Felipe Nasr e Pipo Derani. Os brasileiros da Action Express Racing a garantiram após vitória na inédita na prova de 100 minutos, que fechou o treino coletivo intitulado IMSA Roar Before the 24. A formação antecipada do grid foi resultado do novo formato adotado pela International Motor Sports Association (IMSA).

Além da criação dessa espécie de Pole Day, as novidades começaram a ser sentidas antes mesmo de chegarem ao Daytona International Speedway, (FLórida, USA) os carros da categorias Daytona Prototype International (DPi), Le Mans Prototype 2 (LMP2), Le Mans Prototype 3 (LMP3), GT Le Mans (GTLM) e GT Daytona (GTD).

Até o ano passado, o Roar (que é o “rugir” dos motores antes da Daytona 24) acontecia no primeiro fim de semana de janeiro, com algo em torno de 12 horas de pista disponível para práticas. Porém, a extensa atividade normalmente se concentrava na sexta-feira e sábado, ficando o domingo quase esvaziado pela necessidade de as equipes voltarem rapidamente para suas bases. A pressa era justificada, pois teriam de estar todos de volta ao monumental circuito de Daytona Beach no último fim de semana do mês, para a abertura do campeonato.

Às claras

Além disso, como a programação era toda composta por treinos livres, era comum que as principais equipes não mostrassem o real desempenho. A artimanha de esconder o jogo era uma tentativa de não chamar a atenção dos comissários da IMSA, responsáveis por zelar pelo equilíbrio por meio do “balance of performance”. Ao bancar o “comportado”, o carro não sofreria com adição de peso ou perda de potência, em nome do equilíbrio.

Obviamente que, dependendo da performance dominante na corrida de 24 horas, os comissários poderiam impor ao carro destoante algumas restrições para a disputa seguinte, a Mobil 1 Twelve Hours of Sebring. Mas esse preço a pagar já era considerado. Importante, mesmo, era estar pleno de potência na prova inaugural, a principal do calendário.

Só que, com o novo modelo, ficou muito difícil “fazer de conta”, principalmente em se tratando de uma corrida valendo para o grid oficial. Embora não seja possível afirmar que a alternativa não tenho sido usada, certamente o foi em escala menor. É até possível imaginar que um piloto possa aliviar no pedal em treino, dada circunstância específica. Mas programa o mesmo para uma corrida, convenhamos, é exigir demais de um ser humano que dá ao verbo “acelerar” o mesmo grau de importância do “respirar”.

Por outro lado, a realização dos dois eventos – treino coletivo e a corrida – em dois fins de semana consecutivos gerou ganhos duplos. As equipes puderam minimizar custos de logística e, mais importante, não tiveram de se submeter ao indesejável deslocamento em tempos de incontrolável pandemia.

Veja como ficou o grid provisório, a partir da classificação da Qualifying Race:

Foto/Legenda – O Cadillac DPi de Pipo Derani e Felipe Nasr, seus pilotos titulares, terá a condução também do inglês Mike Conway e o norte-americano Chase Elliott na Daytona 24 – Foto Jake Galstad/LAT Images (Daytona Beach, USA, 24.01.2021)

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