KERS: O que é e como funciona?

021009-kers-unit1Num conceito explicativo básico, o sistema funciona da seguinte forma:

Há cada oportunidade que o carro reduz de velocidade, seja aplicando os freios ou não, há cada momento que o sistema de recuperação não estiver sendo utilizado, este sistema acumula energia elétrica através de geradores elétricos (nos sistemas que utilizam eletricidade) que se encontram localizados em pontos específicos. Pode estar atrás do volante do motor, em cada roda ou no cambio. Também existem os sistemas nos quais o acumula esta energia através dos denominados “volantes de inércia”, motivo pelo qual o sistema se denomina “inercial”.

O segundo ponto é a pedra angular do problema, pois a energia recuperada tem de ser armazenada em algum lugar para ser reutilizada mais tarde. Se o sistema é “inercial”, os próprios volantes de inércia atuam como acumuladores de energia. Porém o formato de reutilização da energia acumulada pode ser lento (se comparada com outros sistemas) e as perdas são maiores. Na contrapartida, o sistema é mais “simples” (econômico).

Se o sistema é elétrico, a eletricidade resultante poderia ser colocada em uma bateria, mas sua reutilização é extremamente lenta em termos de velocidade. Os carros de rua híbridos utilizam baterias de Lithium Cadmio, e outros tipos, pois o fator de velocidade de reutilização não é tão importante.

Assim sendo, utilizam-se em lugar de baterias os denominados “super capacitores”, que ficam carregados em 10 segundos e podem despejar toda a energia acumulada em dois segundos. O único problema é que estes super capacitores (que são extremamente leves e podem ser feitos em qualquer formato físico) custam fortunas. A FIA, para esta primeira temporada de Fórmula 1 limita a quantia de energia que pode ser recuperada. Mesmo assim, pode atingir valores percentuais enormes. (Por Eng. Carlos Funes, com exclusividade para o Diário Motorsport)

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