F1 Coréia: Yeongam, ninguém sabe, ninguém viu
Ninguém sabe, ninguém viu. É mais ou menos isso o que acontece com o novo circuito de Yeongam, localizado no Korean Auto Valley, a 400 km da capital Seul, que sediará a partir desta sexta-feira o Grande Prêmio da Coréia do Sul. Projetado por Hermann Tilke, tem um traçado de 5.621 metros, 18 curvas e longas retas retas.
As impressões até aqui foram colhidas por meio de simuladores e o baiano Luiz Razia, piloto de testes da Virgin Racing e por intermédio de sua assessoria no Brasil, apresenta um panorama bem amplo de detalhado do que os pilotos deverão encontrar:
Aerodinâmica
“A pista provavelmente estará muito ruim. Por ser nova, não tem nenhum ‘grip’ [aderência], então provavelmente os carros irão com o máximo de downforce, pois a segunda parte da pista é muito exigente. Aerodinamicamente falando, é possível ganhar bastante tempo nas quatro, cinco longas retas que o circuito oferece. Mas, em comparação com as tantas curvas no segundo setor, vai ser difícil achar um equilíbrio”.
Motor
“Dos motores que restam, as pessoas usarão o do Japão para essa corrida e acredito que poucos usaram novos. Isso se ainda existe alguma equipe que tem motores novos para as corridas do Brasil e de Abu Dhabi, que são pistas mais exigentes no desenvolvimento de giros”.
Estratégia
“É bastante difícil de adivinhar como será o asfalto da pista, mas pelas analises que tivemos no simulador, não será uma pista que consome muito os pneus. Desta forma, como normal espero uma parada, com as equipes grandes iniciando com compostos moles e passando para os duros”.
Pneus
“Nada de especial para os pneus, já que serão os mesmos que todos já testaram e testaram. Cabe a todos entenderem como funcionarão os pneus com a baixa aderência da pista”.
Freios
“A energia de freio usada na Coréia é parecida com Barcelona, então, as equipes não terão grandes problemas com isso. Elas escolherão provavelmente os menores dutos de ar para os freios, para ganhar tempo nas retas”.
(Ilustração FIA fornecida por MS2 Comunicação)

Com certeza se fosse no Brasil, essa demora para terminar o autódromo, já estaríamos fora “faz tempo”.
Só mesmo interesses comerciais podem estar por trás de uma aprovação em cima da hora da corrida.
Esperamos que a corrida seja emocionante e bastante disputada, para valer a pena acordar as 4 da manhã.
Torçam pelos Brasileiros.
Abraços