dm_020209_fd01_1975_gpargentina_clTalvez por representar sofrimento e dor, a data aparentemente passou despercebida, mas o dia 23 de janeiro passado, sexta-feira, marcou os 26 anos desde aquele mesmo dia, em 1983, quando Emerson e Wilson Fittipaldi Jr. (foto), abatidos e falidos, anunciavam o encerramento das atividades da Equipe Fittipaldi de Fórmula 1. Foram nove anos em que todos os esforços foram feitos em prol daquele grande sonho. Apesar de ter sido um período que começou repleto de expectativas, com o lançamento do Copersucar Fittipaldi FD01, ainda no final de 1974, até chegar àquele desfecho frustrante, muito do sonho virou pesadelo.

E como foi importante aquela jornada pioneira! Ao longo de sua curta vida, a equipe deu mostrar de muito valor em momentos marcantes. Tivesse suportado um pouco mais, tivesse tido o apoio que necessitava, não é exagero supor que a Fittipaldi poderia existir até hoje e num patamar de excelência que nem o mais otimista dos visionários, naqueles anos 70, poderia supor.

Quem viveu intensamente a Fórmula 1 naqueles anos, tem bem a idéia dessas palavras. Foram anos de muita torcida e amargura com os fracassos. Por outro lado, os momentos de sucesso, em que pesem poucos, ficaram na memória de forma tão forte que parece que foi “ontem” a estréia da equipe no Grande Prêmio da Argentina de 1975 com Wilson ao volante do FD01. Ou ainda o primeiro ponto no Grande Prêmio dos Estados Unidos (Long Beach) de 1976, com Emerson pilotando e o FD04. Ou ainda o inesquecível 2º lugar de Emerson com o F5A em Jacarepaguá (1978). Ou ainda o último pódio de Emerson, já com o F7, em Long Beach no ano de 1980.

Wilsinho nunca se recusou a falar do assunto, embora em algumas oportunidades, de tão graves as feridas que o episódio deixou no timoneiro do projeto, chegava parecer crueldade fazê-lo recordar aqueles tempos. Por mais que lhe seja difícil, porém, Wilsinho sempre procura contar em detalhes aquele aventura apaixonada, numa prova de que a importância do registro histórico tem prioridade sobre seus sentimentos, que vêm à flor da pele, mesmo tanto tempo depois.

Numa dessas ocasiões, para a matéria de capa em sua homenagem da edição nº 4 (Junho de 2004) da MOTORSPORT BRASIL, reuni-me com Wilsinho no Rio de Janeiro. O depoimento foi tão intenso e emocionado que ali mesmo, nos boxes de Jacarepaguá, decidi publicá-lo na íntegra, palavra por palavra. Com fotos de Cláudio Laranjeira, um dos principais nomes do fotojornalismo esportivo do Brasil, a matéria se tornou um dos grandes destaques desses seis anos da revista oficial da Confederação Brasileira de Automobilismo. Click aqui para ler, na íntegra, o desabafo de Wilson Fittipaldi Jr.

1 COMENTÁRIO

  1. A jornada da equipe FITTIPALDI na Formula 1 pode ser analisada por 02 aspectos:

    Constitui-se na primeira e unica equipe brasileira na formula 1. Com certeza jamais teremos outra equipe nacional disputando o campeonato.Portanto a iniciativa e o esforço dos irmãos FITTIPALDI foram mais do que válidos.

    Por outro lado , a ida do EMERSON para a equipe em 1976 impediu um provável terceiro titulo mundial com a MCLAREM naquele ano . Também impediu a realização do sonho do EMERSON de guiar para a FERRARI o que poderia render outro titulo mundial. EMERSON poderia ter guiado também para o Frank Willians quando o mesmo já tinha um carro competitivo. Outro titulo ?

    Fundamental é que o WILSON e o EMERSON são mais do que vencedores por tudo o que conquistaram ao longo de quase 30 anos de carreira.

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