Kartismo estão “na fila” para reabrir as atividades do esporte a motor no âmbito regional

Por Américo Teixeira Junior

Dr. Dino Altmann é também Diretor Médico do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 – Foto CBA

Enquanto não é acionado o “sinal verde” por parte das autoridades governamentais, o automobilismo brasileiro se mune de ferramentas para estar pronto quando, enfim, as corridas estiverem novamente autorizadas. Dirigentes e profissionais sabem que o esforço pode dar em nada, pois não têm controle sobre as questões sanitárias. Porém, as diversas iniciativas mostram que planejar para o futuro, mesmo que não se saiba exatamente o que nos espera “do outro lado da ponte”, é bem melhor do que ficar de cueca, jogado no sofá da sala, como se fosse um saco de batatas.

Nesse sentido, muita coisa está acontecendo na quarentena brasileira ou, parafraseando o genial jornalista Sérgio Porto, “quarentena do crioulo doido”. Se a obra imortal revelava que “foi em Diamantina, onde nasceu JK, que a princesa Leopoldina, ‘arresolveu’ se ‘casá'”, cá no nosso pandêmico dia a dia, tem quem mande ficar em casa, tem quem mande sair, tem quem mande esperar, tem quem mande rigorosamente nada. Em meio a esse entendimento geral de que ninguém se entende, a Confederação Brasileira de Automobilismo tomou algumas providências no sentido de pavimentar a travessia para retomada.

Intitulado “Plano Estratégico de Retorno às Atividades Automobilísticas no Brasil”, trata-se de um protocolo de orientação para defesa contra o SARS-CoV-2, o novo coronavírus que causa a doença respiratória Covid-19. Com a supervisão do Dr, Dino Altmann, presidente da Comissão Nacional de Medicina Desportiva da CBA e vice-presidente da Comissão Médica da FIA, o conjunto de recomendações aborda temas como Formas de Transmissão, Sintomas, Medidas de Controle, Monitoramento das Condições de Saúde, Limpeza e Higienização de Ambientes, entre outros.

O presidente da CBA, Waldner Bernardo, explicou que o “Plano Estratégico” não é um guia médico, “mas de uma proposta de planejamento de retorno às atividades da classe, contemplando medidas de saúde e segurança sanitária“. Além disso, reiterou que a “autorização acerca do início das atividades automobilísticas, em cada localidade, cabe ao Poder Público, observando-se as normas das esferas municipais, estaduais e federais, no que couber“.

O dono da caneta

Com base no protocolo e na decisão da CBA em delegar poderes, algumas federações já estão “alinhadas no grid”, aguardando apenas o “sinal verde”. A Federação Mineira de Automobilismo já está com tudo pronto para a segunda etapa do Mineiro de Kart, marcada para os dias 26 e 27 de junho, no Kartódromo RBC Racing. O presidente da FMA, Antônio Santos, e a direção do kartódromo já receberam autorização da Prefeitura de Vespasiano, onde fica a pista.

Em São Paulo, a data tão esperada é 13 de junho, marco para a retomada da Copa São Paulo Light de Kart, no Kartódromo de Itu. Embora reitere a necessidade de colocar a saúde em primeiro lugar, o presidente da Federação de Automobilismo de São Paulo não consegue disfarçar sua angústia. “Não podemos deixar de buscar soluções para amenizar as consequências que uma parada tão prolongada tem causado a todos”, disse José Aloizio Cardozo Bastos, referindo-se principalmente ao enorme contingente de trabalhadores, sem fonte de renda nesse período.

As etapas de organização, das quais participam Bastos e Cláudio Wilson Vieira (presidente do Interlagos Motor Clube), envolvem também a Alpie Competições, que administra o kartódromo, e as autoridades municipais. Mas todos têm limites, pois a “caneta” que determinará se o plano de retomada é factível está nas mãos de João Dória, o governador do Estado.

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Capa/Destaque: Mineiro de Kart - Foto FLÁVIO QUICK/FMA

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