Por Americo Teixeira Jr. – Sabe um daqueles dias que você lembra com saudade de uma pessoa, mas uma saudade triste, recheada de um “por que”? Pois é, o automobilismo tem o seu lado perturbador, fruto daqueles acontecimentos que nos impactam emocionalmente para sempre. São aqueles episódios que nos fazem reviver o amargor da tragédia. Esse preâmbulo é para falar que hoje me peguei pensando no piloto paranaense Marco Campos, que faleceu em razão de um gravíssimo acidente em Magny-Cours, França, no final da temporada de 1995 da então Fórmula 3000.
Marco tinha 19 anos quando morreu. A perda de um jovem talento de maneira tão trágica, por sí só, já é motivo de sobra para consternação. Só que no caso dele a coisa tomou um vulto muito maior porque era um rapaz que convivia com a gente no kartódromo de Interlagos, algumas vezes ficava hospedado na casa do Rubens Barrichello, ali no mesmo bairro, e adicionava gentileza e educação à grande capacidade que demonstrava nas pistas.
Ele vinha de Curitiba para correr no Campeonato Paulista de Kart, no final dos anos 80 e início dos anos 90, numa época em que o regional paulista era um verdadeiro Brasileiro por etapa, com mais de 200 pilotos dos vários cantos do país. Marco era um desses “estrangeiros” que logo se enturmou e fez de São Paulo sua segunda casa.
Naqueles meus tempos de repórter da AutoEsporte para kart, foram diversas as vezes que conversei com o Marco sobre corridas, equipamentos, plano de carreira e essas coisas típicas do mundo do kartismo. E em todas as vezes a sua postura era a mesma, profissional e atenciosa, mesmo não sendo uma entrevista a coisa mais apreciada por ele, pois a lembrança que tenho do Marco daqueles tempos era de um garoto tímido.
E lá se vão 17 anos, que serão completados no dia 15 de outubro. Um bom momento para reverenciar a memória de alguém que mergulhou tão de cabeça rumo ao seu obejtivo mas, sabe-se lá o por que (deixo a resposta por conta da crença ou descrença de cada um), nos deixou tão cedo e de uma maneira tão triste. Essas linhas são para lembrar o garoto bacana que era o Marco Campos.




