Niki Lauda e o Ferrari 312T2 de 1976, neste final de semana no Red Bull Ring (Foto Studio Colombo/Ferrari Media)
Niki Lauda e o Ferrari 312T2 de 1976, neste final de semana no Red Bull Ring (Foto Studio Colombo/Ferrari Media)

 

Por Americo Teixeira Jr. – Além de proporcionar a volta de um circuito de “antigamente” ao calendário da Fórmula 1, o Grande Prêmio da Áustria foi também uma homenagem à história da categoria. Fãs do mundo todo se sentiram presenteados com algo imensamente caro aos corações, que foi a possibilidade ver carros históricos em pleno funncionamento, muitos deles pilotados por alguns seus principais protagonistas.

Pode parecer um saudosismo besta, coisa de velho, mas para quem de alguma forma viveu intensamente a Fórmula 1 dos anos 70 é algo sem precedentes ver Niki Lauda de novo ao volante do Ferrari 312T2. Se a nova geração entrou em contato com aquele universo sem igual somente por intermédio do filme Rush, a minha fazia os mais incríveis malabarismos para conseguir informação, uma classificação precisa, uma foto nem que fosse aquelas telefotos p&b.

Niki Lauda foi um dos poucos na história da Fórmula 1 que, por suas atitudes, reforçou aquela lenda falsa de que piloto é um ser especial, elevado, quase um deus. Que nada, piloto é como eu e você, arrota, peida e caga fedido. Mas Lauda merece ser apontado com todos os louros disponíveis. Ele foi um gigante no sentido mais positivo da palavra e smplesmente vê-lo já é algo especial para algumas gerações. No 312T2, então, nem se fala.

Tamanha importância da presença de Lauda no carro que quase o matou em 1976 – mas com o qual voltou e foi campeão em 1977 – acabou por ofuscar outras quase tão grandiosas quanto. Os fãs austríacos tiveram o privilégio de ver em casa Gerhard Berger pilotando o Ferrari C88 e o Lotus 49B. Helmut Marko voltou ao seu BRM 160B e, além de pilotá-lo, ofereceu-o ao tetracampeão Sebastian Vettel, que por alguns momentos provavelmente tenha se desligado dos problemas da atual temporada para viver uma experiência única.

E lá estavam, impecáveis e originais (inclusive com as propagandas de tabaco que na época eram permitidas), o Surtees TS16 (pilotado em Zeltweg por Dieter Quester), Williams FW05 (Hans Binder), Sauber C14 (Karl Wendlinger), Benetton B198 (Alex Wurz), Red Bull RB1 (Christian Kien) e Minardi PS04, esse nas mãos de Patrick Frisacher.

Mais do que um desfile de carros antigos, foi uma homenagem ao esporte, aos pilotos e aos fãs de todas as idades. E o mais animador é que haverá em Silverstone algo do gênero, com Rubens Barrichello (Williams FW07B), Jackie Stewart (Matra MS80), Davida Brabham (Cooper Climas T53), Dario Franchitti (Lotus 25), Adrian Newey (March 711) e Alan Prost com o Red Bull RB8. Tudo faz parte das comemorações do 50º Grande Prêmio em Silvestone. Milhões de corações, alguns mais cansados do que outros, agradecem com emoção.

Sebastian Vettel teve a oportunidade de pilotar o BRM 160B que foi do seu mentos Helmut Marko (Foto Mark Thompson_Getty Images/Red Bull Media)

Sebastian Vettel teve a oportunidade de pilotar o BRM 160B que foi do seu mentos Helmut Marko (Foto Mark Thompson_Getty Images/Red Bull Media)

3 COMENTÁRIOS

  1. Em relação ao P180, é certo. De fato, Helmut Marko não o pilotou. Porém, em relação à Marlboro, está correto. No GP da França de 1972 esse austríaco pilotou o P160 nas cores da Marlboro. O que não ameniza em nada sua passagem medíocre na F1, e nem sua personalidade desastrosa. Para ser educado.

    Abraços

    Armando

  2. Comentário inútil mas. . .
    Tudo muito bonito, Vettel dirigindo um carro clássico mas. . .noticia mais falsa que nota de R$ 3,00.
    “Herr Nazi Doktor” Helmut Marko, em sua medíocre passagem pela F1, jamais pilotou esse carro que seu pupilo exibiu ao público no A1Ring.
    O modelo da foto, na verdade um BRM P 180, nas cores da Marlboro, jamais sentiu o cheiro da [email protected] do cara, que até ser atingido pela fatídica pedra em Clermont Ferrand/72, havia apenas pilotado os modelos P 153 e P 160, ambos nas cores da Yardley.
    Impressionante como hoje em dia a turma tenta transformar tudo em verdade, tipo “já faz tanto tempo que ninguém vai notar. . .”
    Fake total!
    Abraço.
    Zé Maria

  3. Prezado Américo Teixeira Jr.

    Pela segunda vez, leio palavras ( Que nada, piloto é como eu e você, arrota, peida e caga fedido) que devem e podem ser evitadas em seus comentários à respeito do automobilismo.

    Solicito a gentileza em não publicar tais palavras em seus comentários, pense nas crianças que leem o que vão pensar?

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