Por Americo Teixeira Jr. – “Fechamos o ano de 2012 com um total de 2201 pilotos filiados, tendo um crescimento em relação a 2011 de 14,2%. Mas nas categorias de base (Mirim, Cadete, Júnior e Júnior) o crescimento foi de apenas 1,7%, dado esse preocupante, que precisa de esforços de todas as federações para aumentarmos a base do kartismo nacional”. Foi dessa maneira que o presidente da Comissão Nacional de Kart (CNK), Rubens Maurílio Gatti, expressou-se no item “Considerações Finais” que consta do documento “Relatório das Atividades 2012” apresentado na Assembléia Geral Ordinária da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), realizada no Rio de Janeiro em 3 de maio deste ano.

O próprio relatório presta contas do 47º Campeonato Brasileiro, 14ª Copa Brasil e 2ª Copa das Federações, esta última com premiação de R$ 110.000,00 oferecida pela Confederação Brasileira de Automobilismo. Juntas, entretanto, essas competições registraram 721 inscrições ou 32,76% do total de filiações. Esse percentual tente de cair drasticamente em se observado que alguns competidores se inscreveram em todos esses torneios.  Embora o relatório não mencione, ao número total de filiados estão acrescentados os participantes do Kart Indoor, incluídos nas estatísticas na Gestão Cleyton Pinteiro, o que torna os dados oficiais mais atrativos.

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Presidente do CNK pede esforços de todas a federações em prol do kartismo nacional de base (Foto Claúdio Reis/www.planetkart.com.br)

 

5 COMENTÁRIOS

  1. Sou kartista amador e pretendo me filiar à CBA para participar de competições oficiais na categoria Sênior (já tenho 33 anos). Ocorre que a CBA este ano divulgou o Regulamento Nacional de Kart somente no mês de março! Só depois de divulgado o RNK as federações estaduais passam a divulgar os regulamentos particulares de seus campeonatos. Divulgando os regulamentos em cima dos campeonatos fica difícil se organizar para competir em nível profissional. Falta organização e falta transparência.

  2. A desorganização é geral, faça o seguinte teste, faz de conta que você comprou um kart para seu filho e tente entrar em contato com o kartódromo em Interlagos para saber o horário e dias de funcionamento, nem ligando no próprio Autódromo de Interlagos sabem dar informações.
    Como nosso amigo comentou acima, a preocupação é só com o futebol, podemos assistir um pouco de automobilismo no canal fechado como a Fox Sport, a Globo não respeita nem a F1, coitada da Stock Car. Ano passado fui na 6 Horas de SP e estava vazia, a TV poderia divulgar mais mostrando as outras corridas da categoria, o que passa é nos canais fechados e as programações são erradas, outro dia assisti um vt sem querer. Como vamos incentivar se não divulgamos. Outro agravante é a qualidade de alguns narradores esportista que só gritam e torcem para determinado piloto, enquanto os que realmente sabem do esporte são afastados. Quero agradecer as Band e a Fox Sport que transmite corridas com seriedade.

  3. Nosso mestre Emerson Fittipaldi já falava há um ou dois anos que o kart no Brasil está muito caro. Essa categoria é a escola, o início, o fomento do automobilismo em todas as suas categorias. O automobilismo brasileiro vive com uma doença séria, o afastamento das categorias de base e a inexistência das categorias base de monopostos. Vejam quais são as categorias atuais e vejam que nenhuma delas forma pilotos de formula. O que existe são categorias muito caras, onde só ricos podem participar. Atentem para a idade de quem corre na Stock e nas outras só com Ferraris , Lamborghinis e outras do genero. Um nicho específico para poucos, na maioria pilotos acima de 30 anos. Da forma como é conduzido hoje nunca um Nelson Piquet (que corria escondido do pai) e um Barrichello jamais poderiam se inserir no esporte. Estamos assistindo ao anti-incentivo ao automobilismo e em alguns anos não teremos pilotos de qualidade nem aqui, nem no exterior, vamos voltar a ver o monopólio europeu em todas as categorias importantes mundialmente falando. Ninguém espere vitórias nem representantes nossos no automobilismo mundial daqui a uns 5 anos.

  4. OS números acabam por apresentar uma realidade distorcida. As federações exigem a carteira de filiação para cada piloto, kartista, seja ele amador, domingueiro ou piloto profissional. E está certa quanto a isto. Aos olhos da CBA todos os “encarteirados” são pilotos aptos legalmente a competir e formam número como tal. Estatisticamente pode ser expressivo, pode representar um crescimento. Aqui em minha região, as corridas são disputadas com número cada vez menor de pilotos, pois os custos não justificam a participação nos campeonatos regionais. Cada vez o esporte fica mais elitizado. Essa base – os regionais – estão bastante enfraquecidos. As categorias que possuem mais “pilotos” são sempre as de maior idade – no caso senior – por serem profissionais liberais, autônomos ou mesmo empresários que estão desfrutando do hobby. Não fazendo carreira para er piloto. A mudança deveria ser radical. agora quem começa?

  5. Realmente eles tem que se preocupar, ja conversei muito com o Sr. Gatti, uma pessoa realmente preocupada com as categorias de base. Uma das coisas que faltam no kartismo é ele se tornar um pouco popular, fazer com que apareça mais em noticiários, lá só da futebol, quando conseguirmos que seja mais atrativo o kart, as empresas poderão se voltar para o Kart.
    Hoje o que vemos são que na maioria dos que patrocinam são pessoas que tem empresas e que gostam e ainda porque tem algum parente envolvido, não tem empresa olhando o esporte de modo global apenas individual

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