A reação da Fórmula 1 contra a crise é humilhar os novos talentos do automobilismo

Po Americo Teixeira Jr. – Definitivamente, a Fórmula 1 está perdendo a majestade. Apesar de continuar reunindo expoentes dentre pilotos, máquinas e circuitos, a categoria vem num processo acentuado de sucateamento de seu gigantismo. É mais ou menos aquela história do “comer mortadela e arrotar peru”. Ao mesmo tempo que é o ponto alto do esporte, precisa que jovens pilotos depositem milhões de dólares no caixa de algumas equipes para ingressar no grid.

É fantástico o conceito básico da Fórmula 1 que é a produção de seus próprios carros, só que na hora de pagar a conta as discrepâncias são tão gigantescas que é difícil entender, de maneira absolutamente racional, algumas atitudes. Manter a Fórmula 1 sem uma redução drástica de custos é, na prática, observar um “doente” com poucas chances de cura.

Em lugar de rever conceitos e encarar a realidade, a Fórmula 1 prefere expor ao ridículo seus principais protagonistas, os pilotos. Tratados como “coisa menor”, a briga pelas vagas remanescentes se transformou numa espécie de leilão sem vencedores, todos eles com o carimbo de “pagante” na testa e sem chance alguma de mostrar serviço.

Bastaria um regulamento mais rígido, sem a atual “pirotecnia” proibitiva em tempos de crise, a liberação da venda de carros para times novos pelo menos em primeira temporada, entre outros detalhes que poderiam ampliar o acesso e minimizar a crise. Mas a Fórmula 1 continua vivendo num mundo todo particular.

Complementando às 19h40…

Imperdível o texto de Flávio Gomes sobre o tema.

 

14 Comments

  1. giancarlo 8 de março de 2013 at 16:38

    e tem tambem essa coisa de 30 caras para trocar pneu Pö. Pneu que dura 15 voltas, vc compraria… aletas as pencas. O que isso tem a ver com pilotagem ou com modernidade nos carros de rua, que tanto quer a f1 reverenciar. construtores de carros. Eu gostaria de ver equipes , afinando e melhorando um bom conjunto comprado ja tava bom. o grid seria mais numeroso.

    Reply
  2. samuel 14 de fevereiro de 2013 at 21:42

    culpa das grandes que não querem perder a “majestade” e estão sacrificando a categoria….

    Reply
  3. Bruno Pagiola 13 de fevereiro de 2013 at 13:58

    Sempre foi assim, na verdade foram pouquíssimos os pilotos na História recente (pelomenos do final dos anos 70 pra cá) os casos de pilotos que, se não pagaram pela sua vaga, ou tiveram as costas esquentadas por dirigentes ou simplesmente se submeteram a condições muito desfavoráveis para ter sua chance…

    Piquet mesmo aceitou correr praticamente sem salário (apenas com ajuda de custo) para a Brabham, que na época em que ele entrou na equipe não estava em uma boa fase com o Niki Lauda. Acabou que depois de uma temporada completa, já disputou o título em 1980.

    Tá certo que o Sérgio Pérez entrou pelas mãos da Telmex do Carlos Slim, mas a vaga da McLaren quem conquistou foi ele, pelo que pilotou em 2012.

    Concordo em partes com o Américo, o $$$ é essencial para entrar, mas sem braço ele não evolui. Esses que aparecem na Marussia, Caterham, se não fizerem nada acima do normal, não vão sair disso…

    Reply
  4. eduardo dragonetti 12 de fevereiro de 2013 at 18:47

    Em quanto a mídia continuar omitindo os patrociononadores vai ser assim, lembra quando Emerson corria pela JPS e Marlboro, Piquet pela Parmalat e Cannon e Senna pela JPS e Marlboro? hoje só se fala em nome da equipe,(RBR)(STR)(CATHESEILÁOQUE).

    Reply
  5. roberto charuto 11 de fevereiro de 2013 at 22:29

    Americo beleza feliz no comentario bm enfatizado exatamete,a f1 vive uma crise.mas sera uma crise momentania ou provocada pela arrogancia de seus dirigentes,oqual afastou grandes investidores,apesar da crise europeia.Americo vc acha q alguns destes novos talentos teram condições defirmarem na f1,nos anos noventa quando tinha algumas categorias de acesso como f3,a estinta f3000.o piloto q se destacava nestas categorias ou era campeão eram convidados para testes na f1 sendo q alguns ja ficavam na f1.so pra encerrar, Americo vc acha q no futuro se nada for feito a f1 vai emagraçer o grid se não tiver piloto levando moeda. grande abraço.

    Reply
  6. Christian Fortunato 11 de fevereiro de 2013 at 17:44

    A Fórmula 1 atual é uma categoria “BUSINESS”. Quanto mais dinheiro que tiver no bolso, mais chances terá de compor o grid de largada.

    Reply
  7. Rafael Vieira 11 de fevereiro de 2013 at 11:42

    Olha a comprovação que a F1 realmente já perdeu a Majestade, interesse de público e capacidade de auto propagação, estou vivendo nos Estados Unidos, estado da Florida, bem próximo a Daytona, onde fui a um Barbershop dar um tapa na juba, durante aquele papo maroto com o barbeiro, um rapaz de origem Portoriquenha, bastante jovem (vinte e poucos anos), me comentava sobre sua paixão em carros tunados, corridas de arrancada, exatamente como nos filmes da saga “Velozes e Furiosos”, ai comentei ser grande fã corridas, principalmente F1, Indy, Nascar, Le Mans, etc; quando comecei falar nomes de pilotos como Senna, Piquet, Lauda, Stewart, Fitipaldi, Mansel, Prost, resumindo, o cara nunca havia ouvido falar em nenhum deles. Quando comentei sobre a repercussão do GP de Austin de F1, o rapaz nem soube que havia ocorrido, ao falar alguns nomes da IndyCar então, alguns poucos como Danica ou Andretti ele reconheceu, mas agora fica a pergunta, onde esta a capacidade da F1 em arrebanhar apaixonados por carros, motor e afins? Uma vez que esses garotos vivem para preparar seus carros nas garagens, mas não tem nenhuma referencia de determinação ou inspiração, se alguém voltar a fazer da F1 ou IndyCar categorias onde realmente os grandes nomes assumem os carros, e não carros de luxo alugados como disse Trulli, acho que essas categorias estão fadadas ao melancolismo muito em breve.

    Mas ai eu pergunto também, qual categoria tem sido Sucesso recentemente? Acho que na verdade, o Automobilismo esta em baixa, não só as categorias carissimas que por ai rondam os canais de TV.

    Reply
  8. Marcelo Cerri 11 de fevereiro de 2013 at 3:05

    Américo,
    Os novos talentos tendem a conseguir mais apoio financeiro, salvo exceções como Kobayashi. As equipes médias sempre mantém ao menos um bom piloto. Excluindo as nanicas, temos, por acaso, problemas de falta de talentos na F1? Ora, essa geração é uma das melhores da história! Como podemos falar de crise de pilotos? A F1 passou pelos anos de crise econômica mundial mantendo sua lucratividade, pagando salários altíssimos aos grandes pilotos! Onde está o problema?
    Certamente existem várias regras que são incompreensíveis, como a proibição de comprar carros de outras equipes… Mas, apesar disso, a F1 está passando por um de seus melhores momentos em termos de qualidade de pilotos, de espetáculos!

    Reply
  9. nelson weiss 10 de fevereiro de 2013 at 17:58

    Excelente seu texto.Realmente virou um embate de 4 equipes e uma brincadeira cara de outras.

    Reply
  10. Carlos Romero 10 de fevereiro de 2013 at 0:19

    Realmente a F-1 estah nesse processo de desmanche desde o inico dos anos 90 e agora a cris e acentua! A F-1 nao eh mais um esporte e sim um business aonde as montadoras sao donas do negocio capitaneadas por seu vialo maior Bernie Ecclestone! A saida se houve-se seria retroceder com as regras tecnicas e esportivas ao estagio do inicio dos anos 80! Teriamos equipes apoiadas em seus pilotos que voltaria a ser os principais protagonistas. O piloto daqueles tempos era um pouco de tudo, estrategista, acertador de carros, engenheiro e mecanico. Os carros dependiam de seus ilotos para serem desenvolvidos sem ter muito dinheiro. A meu ver somente dessa forma a F-1 voltaria ser um esporte empolgante como foi naquelas decadas. Da forma com estah nao vai sobreviver por muito tempo!

    Reply
  11. Rafael Vieira 9 de fevereiro de 2013 at 21:12

    Qual a novidade do texto acima? Se fosse escrito em 2004 ou 2005 talves, mas hoje em dia só não enxerga isso quem não quer.

    Reply
  12. Anderson Puff 9 de fevereiro de 2013 at 20:40

    Embora um apaixonado pelo esporte a motor, e pricipalmente pela F1, é fato que ser um piloto de F1 virou algo banalizado, hoje qualquer pilotinho mais ou menos com muita grana na conta consegue comprar uma cadeira e correr por um ou dois anos de F1, isso, somado ao nivel de segurança atual da F1 fazem aquilo parecer bricadeira de video game de final de semana, bem longe daqueles corajosos homens que arriscavam a vida a cada corrida em anos passados. Uma pena ter chegado a esse ponto.

    Reply
  13. Alisson 9 de fevereiro de 2013 at 19:37

    Enquanto esse modelo de gestão de Sir Bernie e Jean Todt for mantido a F1 só tende a afundar.

    Reply

Leave A Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *