A diretoria atual da CBA será substituída na eleição de janeiro de 2017; Milton Sperafico (terceiro da direita para a esquerda) é candidato (Foto CBA Media)
A diretoria atual da CBA será substituída na eleição de janeiro de 2017; Milton Sperafico (terceiro da direita para a esquerda) é pré-candidato da oposição (Foto CBA Media)

 

Por Américo Teixeira Junior – Embora ainda não tenham sido efetivadas as inscrições das chapas eletivas, cujo prazo para tanto só termina em janeiro próximo, já estão definidos os pré-candidatos que disputarão a presidência da Confederação Brasileira de Automobilismo, em janeiro de 2017. Lutam entre si para substituir o presidente Cleyton Pinteiro, que caminha para o término de seu segundo mandato, os dirigentes Waldner Bernardo e Milton Sperafico.

Mais conhecido no meio automobilístico como Dadai, Bernardo é o pré-candidato da situação. Apoiado pelo atual mandatário, é presidente da Federação Pernambucana de Automobilismo e diretor da Comissão Nacional de Velocidade da CBA.

Do lado da oposição, o primeiro nome a ser veiculado foi o de Rubens Gatti, presidente da Federação Paranaense de Automobilismo e da Comissão Nacional de Kart da CBA. Com o passar dos meses, porém, houve alteração na “cabeça” da chapa, que passou a ser liderada por Sperafico.

Atual primeiro vice-presidente, Sperafico tem experiência dentro e fora das pistas, pois atuou como piloto e chefe de equipe. Desde que deixou de pilotar regularmente, tem atuado em diversas áreas do esporte, membro que é de uma das mais tradicionais famílias do automobilismo brasileiro.

Como ainda há prazo para o registro das chapas, em teoria pode haver algumas mudanças. Mas isso só em teoria e seria uma enorme surpresa, pois as candidaturas já estão solidificadas e com robustez política suficientes rumo ao pleito.

Waldner Bernardo, FPeA - Foto Américo Teixeira Junior
Waldner Bernardo é o pré-candidato apoiado pelo presidente Cleyton Pinteiro (Foto Américo Teixeira Junior)

“Acordo de cavalheiros e imobilismo”

Uma chapa eletiva é composta por candidatos à presidência, primeira vice-presidência, segunda vice-presidência e terceira vice-presidência, além de três candidatos titulares e mais três suplentes para o Conselho Fiscal.

A chapa é válida quando respaldada, no ato do registro, por pelo menos um quinto das federações com direito a voto. No momento atual, esse número é de quatro entidades. Na prática, qualquer pessoa pode se candidatar, desde que obedecido o critério de respaldo federativo.

É essa condição que dificulta a participação de eventuais candidatos não membros das federações. É fácil de entender. Embora não esteja escrito em lugar algum, há uma espécie de “acordo de cavalheiros” para tentar manter nesse grupo a alternância de poder na CBA.

Seria negar a realidade não reconhecer a extrema competência, experiência e bons propósitos de alguns dos atuais presidentes de federações, com totais condições de assumir a CBA. Mas é fato que o cenário de agrupamento não permite ampliar o leque de candidatos e não apenas por culpa dessa regra.

O imobilismo absurdamente latente da classe automobilística brasileira é o principal fator a oxigenar a posição corporativa na eleição da CBA. Em se tratando de pilotos e demais membros do automobilismo, a CBA costuma ser ferozmente criticada intramuros, o que não ocorre oficialmente. Exceções como Cacá Bueno, Thiago Camilo e Djalma Fogaça – e outros, obviamente -, que criticam às claras, não são suficientes para romper o bloqueio.

Cacá Bueno venceu quatro títulos da Stock Car mas, a se levar em conta o conversa revelada entre membros da CBA, pode-se imaginar que ess número poderia ser maior Fotos Duda Bairros/Stock Car)
Cacá Bueno é um dos poucos pilotos do nosso automobilismo a expor publicamente suas restrições à CBA, não se sujeitando ao intramuros a que muitos recorrem (Fotos Duda Bairros/Stock Car)

Calendário eleitoral

De acordo com o estatuto da CBA, o calendário eleitoral é o seguinte:

12.01.2017 – Último dia para publicação, em “jornal de grande circulação”, da convocação da Assembleia Geral Eletiva

13.01.2017 – Último dia para registro das chapas, mediante a apresentação de pelo menos 1/5 das federações com direito a voto

17.01.2017 – Prazo máximo para impugnação das chapas registradas

20.01.2017 – Assembleia Geral Eletiva na sede da CBA, no Rio de janeiro

Março 2017 – A posse da nova diretoria ocorre na segunda quinzena de março, em data a ser determinada na Assembleia Geral Eletiva de 20 de janeiro.

Quem vota?

São 18 as federações com direito a voto na Assembleia Geral Eletiva de janeiro e o 19º voto virá da Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo, que foi criada em junho de 2015 já com essa atribuição garantida por aprovação da CBA.

As federações de Tocantins, Mato Grosso e Distrito Federal não votam porque não completaram ainda quatro anos de existência, tempo mínimo exigido pelo estatuto da entidade para que tenham direito a voto. As três unidades da Federação já se apresentavam como entidades estaduais em épocas passadas, mas as antigas federações foram substituídas pelas atuais.

Waldner Bernardo é, em princípio, também eleitor pela Federação Pernambucana de Automobilismo. Não está prevista, no estatuto da CBA, a necessidade de um presidente de federação renunciar ao cargo para se candidatar à presidência da entidade. Caso, por opção, Bernardo venha a fazê-lo, assume Carlos Teixeira, que é o primeiro vice em Pernambuco.

Assim, os eleitores que definirão se o novo presidente será Waldner Bernardo ou Milton Sperafico são esses:

Almir Petris, presidente da Federação de Automobilismo do Estado de Santa Catarina

Carlos de Deus, presidente da Federação Gaúcha de Automobilismo

Djalma Farias Neves, presidente da Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro

Felipe Giaffone, presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Automobilismo

Fernando Maia, presidente da Federação Paraense de Automobilismo

Giovanni Guerra, presidente da Federação de Automobilismo do Estado do Maranhão

Haroldo Scipião, presidente da Federação Cearense de Automobilismo

Jeferson Cavalcante Magalhães, presidente da Federação Alagoana de Automobilismo

José Aloizio Cardoso Bastos, presidente da Federação de Automobilismo de São Paulo

José Maria Alves de Lima, presidente da Federação Potiguar de Automobilismo

José Roberto Mellara, presidente da Federação Sergipana de Automobilismo

Ney Lins, presidente da Federação Goiana de Automobilismo

Otávio Ribeiro Sobrinho, presidente da Federação de Automobilismo do Estado da Paraíba

Pedro Sereno, presidente da Federação Mineira de Automobilismo

Robson Duarte, presidente da Federação de Automobilismo do Estado do Espírito Santo

Rubens Gatti, presidente da Federação Paranaense de Automobilismo

Selma Morais, presidente da Federação de Automobilismo da Bahia

Wagner Coin, presidente da Federação de Automobilismo do Mato Grosso do Sul

Walder Bernardo, presidente da Federação Pernambucana de Automobilismo

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