Vicar visa Marcas com “regulamento inteligente”

O diretor-geral da Vicar, Maurício Slaviero (foto), anunciou hoje ter firmado contrato com a Confederação Brasileira de Automobilismo para promover o Brasileiro de Marcas em 2011. Embora não tenha anunciado o regulamento e nem as montadoras envolvidas no projeto, o promotor da Stock Car revelou que a competição deve “ter um regulamento inteligente para garantir competitividade a custos compatíveis”.

Com o acordo, a Vicar amplia ainda mais sua participação no automobilismo brasileiro. Passa a acumular a promoção da Stock Car, Copa Montana, Mini Challenge e, agora, o Brasileiro de Marcas.

Vale dizer que um campeonato só pode ser considerado de Marcas com o envolvimento oficial ou semi-oficial de montadoras instaladas no Brasil em disputa direta. Atualmente,o único exemplo dessa dinâmica é dado pela Fórmula Truck, que congrega as marcas Mercedes-Benz, Volvo, Scania, Ford, Iveco e Volkswagen.

Foto Duda Bairros/Stock Car

1 Comment

  1. Alan Magalhães 14 de outubro de 2010 at 17:20

    Olha, se tem um assunto que me interessa é Marcas. Trabalhei na área de competições da Ford na melhor época, quando havia equipes oficiais das quatro montadoras da época. Foi uma experiência enorme representar a Ford em reuniões com Volkswagen, GM e Fiat à mesa. Aí entrou o Grecco e mudou regulamentos que acabaram matando o Brasileiro e afastando as fábricas. Logo depois, em 1985, criei o Campeonato Regional de Turismo no RS, que era o único campeonato de Marcas que conseguiu reunir as quatro marcas de novo, pois o Brasileiro – Copa Shell – estava capenga com apenas VW e Ford – na verdade Autolatina – na pista com grids minguados. No Regional tínhamos quatro marcas, 42 carros no grid e sempre 20 carros no mesmo segundo do pole, foi um sucesso estrondoso na época, inclusive, com pedidos para franquias em outros Estados. Depois da Copa Shell, que definhou nas mãos do ferrugem e do corrosão, acabou o Marcas no Brasil. A CBA construiu carros no início dos anos 90, gastou dinheiro com eles, mas esqueceu de visitar – e avisar – as montadoras. A próxima tentativa concreta foi o Superturismo Sudam, do qual participei na organização. Mas a realidade dos custos era diferente da realidade da economia e ele definhou no Brasil. O automobilismo também estava em baixa e o marketing esportivo engatinhava. Mas foi lindo ver o Ingo de BMW, o Jardim de Nissan, o Paulão e o Nonô de Vectra, o Salinha de BMW contra os argentinos de Alfa, Stratus, Toyota Corona e Mondeo. Depois do Sudam, só a tentativa ao estilo Dom Quixote do Toninho de Souza e seus Fiestas e Corsas. Resta torcer para que a Vicar tenha em mente todas estas experiências, erros e acertos, adequando a idéia aos tempos atuais de downsizing e emissões, com uma visão muito inteligente do que está acontecendo no mercado automobilístico mundial. Completei um ano na editoria internacional da Revista CAR, convivendo intimamente com o que há de mais recente nesse mercado planetário dos automóveis/montadoras e tenho certeza que a tarefa não é fácil. Bolar um regulamento de marcas hoje não é igual a dar uma punição no final de uma corrida de Stock Car. Há o S2000, o exemplo da TC2000, WTCC “downsized” e a tendência que o WRC está acenando. Boa sorte à Vicar, o automobilismo brasileiro precisa e merece um Marcas de novo.

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