Por Américo Teixeira Junior – A organização da Fórmula Truck e a área jurídica da Confederação Brasileira de Automobilismo (STJD) travaram neste sábado um forte embate nos bastidores da etapa de Guaporé, marcada para amanhã na cidade gaúcha. Pilotos e equipes acabaram envolvidos involuntariamente, visto que punição aos participantes ou mesmo o cancelamento da prova fazem parte de um arsenal de opções que a entidade poderá lançar mão, caso não haja uma solução em tempo hábil.

A base de todo o problema está numa punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Automobilismo para Dany Félix, filha de Aurélio e D. Neusa, sócia da empresa fundada por seu falecido pai e parceira do irmão Aurélio Junior no tradicional show de manobras com caminhões que faz parte dos eventos da Fórmula Truck.

A postura da empresária e artista foi considerada ofensiva contra os comissários desportivos designados pela CBA na etapa de Campo Grande deste ano. Julgada e condenada pelo Tribunal no processo 03/2016-STJD, Dany recebeu uma pena de multa e suspensão de 30 dias, o que implicaria na não realização do show em etapa posterior, além de estar proibida de adentrar ao autódromo.

Como o show foi cumprido normalmente, o STJD a condenou em um segundo processo, este último é identificado como 06/2016-STJD e é originário do não cumprimento da punição estabelecida no primeiro processo. Para Guaporé, a organização conseguiu um efeito suspensivo, mas nem isso resolveu o problema. “O efeito suspensivo que foi concedido é apenas deste segundo processo, ou seja, a denunciada deve cumprir a suspensão determinada pelo primeiro processo“, explicou Waldner “Dadai” Bernardo, presidente da Comissão Nacional de Velocidade.

Para salvaguardar o seu direito que considera legítimo a partir da determinação de efeito suspensivo pela Procuradoria do mesmo Tribunal, Dany está recorrendo à Justiça Comum, em Guaporé.

Ainda segundo Dadai, “as punições em questão não são da CBA e sim do STJD. E caso não ocorra o cumprimento da pena o STJD pode, sim, solicitar à CBA que a prova seja interrompida“, explicou o dirigente. Entretanto, lembrou que “o próprio CDA diz que, em se esgotadas todas as possibilidades na justiça desportiva, o acusado pode recorrer à comum. Ou seja, temos que aguardar até amanhã [domingo] os despachos judiciais“, completou (ver aqui o que aconteceu no domingo).

Procurada a assessoria de imprensa, o jornalista Milton Alves colocou a reportagem em contato com Dona Neusa Navarro, promotora da Fórmula Truck, e a entrevista resultante será alvo de matéria neste Diário Motorsport.

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