Por Murilo Montiani (Londres – Inglaterra) – O ex-piloto inglês Stirling Moss comemorará no dia 17 setembro o seu 80º aniversário e vai fazê-lo em grande estilo. Ele e a esposa Lady Suzie têm presença confirmada no Goodwood Revival, festival que comemora o início da Era Automobilística e encoraja pilotos e visitantes a se vestirem com roupas da época, de 1948 a 1966. Com quase oito décadas deixadas para trás e a fama de “melhor piloto que nunca venceu um Campeonato Mundial de Fórmula 1”, Sir Stirling Moss receberá homenagens no circuito, com desfile de carros que ele pilotou e venceu corridas.

Antes disso, no Festival de Velocidade de Goodwood, em julho último, Moss pôde matar um pouco a saudade de algumas das máquinas que pilotou. Ao lado da Mercedes-Benz W196, 2.5 litros, 8 cilindros, construída em 1954, com a qual o argentino Juan Manuel Fangio conquistou dois títulos mundiais, ele disse com nostalgia: “Este é o melhor carro do mundo! E parece estar exatamente igual a quando o pilotei em 1955“.
Em 1948, então com 18 anos, Moss participou de suas primeiras corridas. Algumas vitórias depois, o modo como pilotava chamou a atenção de equipes como Maserati, Cooper e Mercedes-Benz. Em 1954 terminou o Campeonato Mundial de Fórmula 1 na 13ª colocação. Nos quatro anos seguintes, de 1955 a 1958, o inglês foi vice-campeão, sendo três vezes atrás do argentino Juan Manuel Fangio e uma do britânico Mike Hawthorn (1958), a última por apenas um ponto. O ano do último vice de Moss também foi o da realização do primeiro campeonato de construtores. A equipe Vanwall, da qual Moss fazia parte, foi a vencedora.
Sir Stirling Moss foi homenageado na edição de 2005 do Festival de Goodwood na comemoração dos 50 anos da Mille Miglia e da aposentadoria do carro com o qual competiu e venceu o evento, Mercedes 300 SLR. Na ocasião, 1955, a velocidade média de Moss e seu co-piloto, o jornalista britânico Denis Jenkinson, no trajeto de 1.600 quilômetros, foi de 160 km/h. O carro está agora no Museu da Mercedes-Benz, em Stuttgart, na Alemanha, mas antes recebeu o autógrafo de Sir Stirling Moss no capô.
Além da Mille Miglia, Moss venceu também corridas como a Targa Florio, os 1000 Quilômetros de Nurburgring e o Troféu Turístico de Goodwood. O final da carreira aconteceu em 1962, justamente em Goodwood, quando pilotava uma Lotus e sofreu grave acidente durante a disputa do Troféu Glover. Ficou em estado de coma e depois de recuperado optou abandonar as corridas profissionais. Mas sua fama continua muito grande. Para se ter uma idéia do respeito conquistado, até hoje no Reino Unido, quando um policial adverte um motorista que estava correndo demais, ou mesmo em rodas de amigos, é muito usada a frase: “Quem você pensa que é: Stirling Moss?”.
Entre 1948 e 1962, Moss participou de 529 corridas, venceu 212, sendo 16 na Fórmula 1. Em 1990 foi levado ao Hall da Fama Internacional de Motorsports e, em 2000, recebeu o título de Sir da monarquia britânica, juntando-se a Jack Brabham e Frank Williams.
Também foi homenageado pela Mercedes com um carro com seu nome, o SLR McLaren Stirling Moss. “Ainda não me deixaram guiar, mas parece ser um bom carro“, comentou. “Mas acho bem caro“, completou. Além de custar algo em torno de R$ 2,6 milhões, todos os 75 modelos já foram vendidos antes mesmo de estarem prontos.

simplesmente um dos melhores pilotos da história do automobilismo. E um exemplo para todos os apaixonados pelo esporte.